Aproximam-se as eleições legislativas. E com elas o regime... o sistema valida-se por mais uns quantos anos, disfarçando-se de democracia, chamando regularmente os cidadãos a votar num partido que gerirá o sistema nos próximos anos. Entretanto eleitos os representantes que deveriam ser de quem os elege, representam isso sim interesses partidários que vogam, salvo algumas excepções, ao sabor de agendas políticas das suas direcções, de interesses mais ou menos encobertos que pretendem perpetuar um sistema que está à beira da falência.

A lógica desta democracia formal é que os partidos são representantes de pessoas que neles votam...

Publicidade
Publicidade

são os únicos que numas eleições parlamentares poderão concorrer aos lugares de deputados. As iniciativas de cidadãos mais ou menos organizados que não se reveem nestas correntes de pensamento partidário estão à partida excluídas de concorrerem, excluindo-se assim uma parte muito significativa de pessoas deste sistema. Numa verdadeira democracia, as pessoas participam em todos os processos de decisão dos seus destinos, em assembleias, em comissões. Assumem nas suas mãos os seus destinos e o destino de um país que afinal de contas são elas próprias, ao contrário de serem chamadas a votar num ou noutro partido regularmente, limitando-se a sua participação a este acto... ilusória participação.

A transformação desta sociedade, que se tornou desadequada, injusta, não democrática, passa pelas populações assumirem os seus destinos, transformarem a sua própria vida, dotarem-se de empowerment que as leve a transformarem as suas condições de vida.

Publicidade

Passa por levar a democracia a todas as questões da vida... económica, cultural, política, social, relacional... passa pela auto-organização popular.

Um sistema... um viver... que tem como base, de facto, as pessoas e os seus anseios, pois são elas próprias que definem os seus destinos. Ao contrário de delegarem em alguém, inacessível no seu cargo partidário, as decisões e destinos do seu viver, daquilo que será a sua vida. Este sistema constrói-se nos locais de trabalho, nas comunidades, nas escolas, em todos os locais em que estão as pessoas... onde vivem... onde aprendem... onde convivem... onde trabalham.