Não conhecendo dados estatísticos sobre os benefícios ou prejuízos do #Futebol na economia, limito-me a "libertar" a minha opinião sobre este fenómeno, odiado por uns, amado por outros e idolatrado por alguns, não sendo contudo indiferente a todos nós. Dificilmente poderemos negar que o futebol move milhões: limpo, sujo ou útil para a economia, eis a questão. Para um clube de bairro, o futebol mais não é que ponto de encontro entre amigos, fonte de distracção, algumas vezes de discussão, muitas outras vezes funcionando como afirmação bairrista. Tentar ser o melhor, o mais conhecido. Clubes pequenos não geram fluxos económicos dignos de relevo, o que acontece somente com clubes de outra dimensão.

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Antes de falar concretamente no futebol e economia, refiro os fundos de investimento ligados ao futebol. São veículos financeiros, onde os seus detentores, normalmente encobertos, aproveitam para ganhar ou "lavar" muito dinheiro. Os clubes de pequena ou média dimensão não ganham nada com isto, muito menos o desporto. Mesmo os clubes ditos grandes, somente alguns beneficiam com este esquema financeiro.

Em todas as conversas de café, mesmo entre os amantes de futebol, surge sempre o ataque, senão inveja, sobre os ganhos dos futebolistas. Referindo o maior dos maiores, o nosso Cristiano Ronaldo, com muitos milhões, atingiu este patamar com muito trabalho, muito sacrifício, ficando parte da sua infância e juventude limitada a várias vicissitudes que os jovens tanto gostam.

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Mas, fundamentalmente, também teve muita sorte, nunca teve uma lesão que o "arrumasse" para um canto. Há tantos bons futebolistas, com um futuro promissor que são arredados devido a lesões irreversíveis.

Ainda: o período de trabalho dos futebolistas pode atingir no máximo os trinta anos de idade. Comparando estes futebolistas com administradores de algumas empresas que podem trabalhar até serem velhinhos pergunto: quem ganha mais? Cristiano Ronaldo ou um desses administradores que sai com indemnizações chorudas de muitos milhares ou milhões, e reformas "pornográficas"? Mesmo entre alguns cargos da administração pública, se lermos a lista mensal de reformas, concluímos que os jogadores de futebol são "mosquinhas", à beira destes tubarões.

Sabemos que há jogadores de futebol que ficam com reformas ou rendimentos fabulosos, ficam com o seu futuro assegurado milionariamente. Mas quantos jogadores conseguem isso? A sua grande maioria quando atinge rendimentos fabulosos tem pouco mais de vinte anos, o que pensam? Divertir-se e gastar, não pensam no futuro.

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Todos os jovens são assim, todos somos assim. Também aqui tem de haver o factor sorte ou saber, por mérito próprio, economizar ou investir ou estar rodeado de familiares ou gestores honestos que os orientem.

A indústria em torno do futebol é fabulosa, desde a publicidade, infraestruturas, deslocações, turismo, restauração e alojamento. O futebol é muito mais que os noventa minutos dentro do campo. Se nos referirmos à indústria/comércio em torno do futebol de génios como o Cristiano Ronaldo, então os números sobem exponencialmente.

Termino este texto com a dúvida inicial, sobre as estatísticas em redor do futebol, mas principalmente com uma questão, quem gere mais incentivos na economia portuguesa? O futebol, ou os vistos gold? Provavelmente o futebol, porque está em toda a parte, enquanto os vistos servem parar atrair dinheiro, não se sabendo donde vem e aplicado somente no imobiliário de interesses estranhos.