Consecutivamente ouço de falar de pessoas que sofrem de mudanças de humor. Eu retiro-me para a minha consciência interior e confronto-me a pensar que essas tais mudanças de "humor" não serão então mudanças de "amor". E porquê? Porque hoje amamos como uma andorinha em plena primavera e amanhã nem nos queremos lembrar que alguma vez conhecemos essa pessoa. Fazemos delas uma espécie de toalhitas descartáveis que nem para reciclagem podem ir.

Acho imperativo que a sociedade comece a redefinir o conceito de amor, de casamento, de paixão e de conhecimento. Chega-me aos ouvidos frequentemente que é o casamento que "estraga tudo".

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Mas não é culpa do casamento, "pobre coitado indefeso". Quem estraga o casamento são as pessoas, as duas que contraíram matrimónio ou aquelas que não suportam a ideia de o mesmo estar contraído e neste ponto para bom entendedor meia palavra basta.

Talvez o problema esteja concentrado na demasiada importância que damos às opiniões de quem nunca conseguiu ser feliz e por isso mesmo acha que ninguém o pode ser. Depois existe a tal questão que me apoquenta e que desejo continuar neste parágrafo. Então e amar é como mudar de cuecas todos os dias? Pobre coração, tão maltratado que acabas com estes caminhos sinuosos e repleto de perigos. Quando se ama de verdade não se pensa em amar outra pessoa e quando "sem querer" nos apaixonamos por outra pessoa, aí é porque já não amávamos de verdade a anterior.

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Talvez as mudanças de "humor", desculpas tão típicas para comportamentos menos aceitáveis, estejam a ficar um pouco fora de moda. Já não servem de justificação plausível para a agressão física ou verbal a outrem. Parece que o mundo está mesmo de pernas para o ar e nós somos os principais atores desta embrenhada toda em que nos vemos inseridos. É traição daqui, é traição dali e a culpa foi dele e a culpa foi dela e no final de contas era o casamento que já não andava bem ou ele que sempre foi mulherengo ou ela que depois do casamento mudou e se tornou insuportável e outros fatores que tais.

Sinto-me verdadeiramente triste com este género de atitude. O amor é o sentimento mais bonito que um ser humano pode experimentar. Até isso desejamos ver estragado? A liberdade de amar é a maior das liberdades. Retiro-me até a uma mudança de "humor" verdadeira. #Educação