Aproxima-se o #Natal e os telejornais passam a dedicar tempo de antena às compras dos portugueses como se o fenómeno fosse novo. Nas ruas mais movimentadas de Lisboa e do Porto, os repórteres interrompem pessoas e fazem as mesmas perguntas sobre os presentes. Nos últimos meses as respostas não têm variado. Os entrevistados estão mais cautelosos quanto ao gasto de dinheiro, mesmo nesta época especial. Alguns sublinham que o Natal não é sinónimo de presentes, mas de valores intemporais que reúnem família e amigos, e pelo menos um admite que deixa as compras para a última hora e outro esclarece que já fez as compras quase todas.

Entre 24 de Novembro e 7 de Dezembro deste ano, de acordo com a Sibs, os portugueses já gastaram mais de 1300 milhões de euros com os seus cartões de multibanco em ofertas, um valor o que corresponde a mais 6,7% do que no ano passado; já os levantamentos de dinheiro diminuíram 3,1% por comparação a 2013.

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Ainda é cedo para analisar os números, mas o facto de os portugueses terem gasto mais dinheiro no início do mês e de o consumo em geral ter aumentado no último trimestre do ano, pode apenas querer dizer que estão a fazer as suas compras mais cedo para fugir à azáfama da última hora vaticinada pelos meios de comunicação.

Outra tendência crescente é a fuga aos centros comerciais para um refúgio nos mercados de Natal, que têm sido cada vez mais e mais variados. Os portugueses têm noção de que consumo desta quadra é importante para a economia do país e parecem escolher locais mais pequenos para auxiliar os pequenos empresários, em vez dos suspeitos do costume. As iniciativas têm aparentemente cada vez mais adesão e mostram gosto por alternativas, ao contrário dos meios de comunicação, que todos os anos fazem as mesmas perguntas aos consumidores.

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Espera-se também que haja um crescimento das compras online, o que também já é uma alternativa à confusão natalícia. Adquirir os presentes no conforto de casa é uma boa forma de fugir ao stress que se sente no movimento consumista e aos repórteres que vasculham as ruas em busca de respostas diferentes.