Este #Governo é mau. Primeiro porque sabendo que tinha que haver austeridade ao fim de uma crise destas, acredito que essa austeridade não foi direccionada para aqueles que deviam ser. Os pensionistas, os funcionários públicos e a subida frenética de impostos não podem ser a única receita de recuperação do país. Em segundo lugar e mais importante, este governo é mau pela atitude que tem do "bom aluno" e de ser o cãozinho amestrado da Alemanha.

Não sou ingénuo o suficiente para pensar que sozinho Portugal conseguisse mudar a Europa, mas já acredito que Portugal possa tentar, através de contactos e entendimentos com países que estão actualmente como nós, nomeadamente os do Sul (Espanha, França, Itália e Grécia), fazer pressão à Alemanha para uma reforma europeia e para mudar o sistema europeu.

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Ao menos que tente! E não este tipo de postura provinciana. É urgente uma Europa mais unida, com uma regulação mais forte sob o sistema financeiro, cortar amarras com os Estados Unidos, e ser mais consciente das assimetrias do Euro. É urgente dar liberdade aos países para gerirem os seus recursos de maneira que a eles seja mais eficiente. É urgente que o Reino Unido se decida. E é urgente também que haja mais poder político nos dirigentes europeus e não os líderes de certos países terem mais poder na Europa.

A meu ver, isto só se consegue com o Federalismo. Um federalismo do tipo que tinha os Estados Unidos no seu estado mais embrionário, com um governo central, aplicando políticas e valores comuns a todos, mas dando liberdade aos estados de escolher o seu próprio caminho, coisa que não existe actualmente na Europa. Muita gente pensa que o Federalismo retira soberania aos países, eu pelo contrário, acho que a reforça. A única outra alternativa a esta tentativa de reforma europeia é a saída de Portugal do Euro e da UE. O que eu confesso que não estou de acordo, não só porque ainda acredito no sonho europeu, mas também porque o mundo está cada vez mais pequeno e a tendência actualmente é de existir blocos económicos. Portugal no meu entender, não tem hoje condições para existir sozinho.