Nunca a história do #Futebol teve, como agora, dois jogadores da mesma geração capazes de gerar uma opinião tão dividida sobre quem será o melhor. Falamos, obviamente, de Ronaldo e Messi, que para muitos são já os melhores futebolistas de todos os tempos. E os números comprovam essa teoria. Nos últimos seis anos, só por uma vez as duas estrelas principais do futebol mundial se viram ameaçadas na disputa pelo maior galardão individual do futebol internacional. Aconteceu em 2010, quando Sneijder conduziu o Inter à conquista da Champions League e a Holanda à final do Mundial na África do Sul, com grandes exibições individuais. Mas, mesmo aqui, a Bola de Ouro foi atribuída a Messi, recompensado pelo tiki-taka do Barça e pela sua influência no modelo de jogo de Guardiola.

Publicidade
Publicidade

Ronaldo, o patinho feio das principais organizações internacionais, FIFA e UEFA, tem sido constantemente desvalorizado por Blatter e Platini, figuras máximas destes organismos, através de declarações, que coincidência ou não, acontecem sempre em vésperas da atribuição da Bola de Ouro. É certo que não fez um mundial como todos esperavam, mas ao nível de clubes não se poderia pedir mais. Foi o melhor marcador do campeonato espanhol e da Champions e venceu a maior prova europeia de clubes, carregando a sua equipa às costas até à final.

Messi, que ganhou o prémio de melhor jogador do mundial no último verão, não caberia até no melhor onze desta competição, tendo sido superado claramente pelas exibições de jogadores como Robben, Muller e Di Maria, entre outros. Também no seu clube, o Barcelona, não teve uma época ao nível que nos habituou, apresentando altos e baixos nada habituais até aqui.

Publicidade

Mas o patamar que já atingiu permite-lhe ter um lugar eterno entre os melhores.

Neuer, talvez o melhor guarda-redes desde Yashin, tem vindo a mostrar argumentos, época após época, para estar entre os melhores jogadores do mundo e merece este estatuto particularmente este ano, depois das suas exibições no Mundial do Brasil, que culminaram com o título de campeão. Porém, e dados os factos já apresentados sobre o português, não parece ser suficiente para destronar Cristiano Ronaldo na luta pela Bola de Ouro.

Apesar de Platini já ter dado o favoritismo a Neuer, alegadamente por este ser alemão, todo o mundo do futebol parece estar, mais do que nunca, do lado de Cristiano Ronaldo, com o desejo que este venha a conquistar pela terceira vez o troféu. De facto, basta lembrarmo-nos da influência que teve na conquista da décima Champions League alcançada pelo Real Madrid e no jogador completo que se tornou, fruto do talento e do trabalho, para percebermos que são os verdadeiros apaixonados do futebol; os que vivem o desporto sem receber nada em troca; os que acompanham os campeonatos de países que não os seus, apenas pelo prazer de ver um bom jogo, que sabem realmente apreciar o verdadeiro talento.