Madrugada de Domingo, 28 de Dezembro de 2014, um avião, desta vez da companhia aérea Air Asia, volta a desaparecer dos radares. A bordo seguiam 155 passageiros e 7 tripulantes. O avião só foi encontrado dois dias depois, no fundo do mar de Java, deixando todos sem esperança de encontrar alguém com vida. Este acidente relembrar-nos-ia o que aconteceu no passado mês de Março com o avião da companhia aérea Malaysia Airlines. Pela primeira vez na história da aviação comercial um avião desaparecia e não viria a ser encontrado.

Estávamos a 8 de Março de 2014, quando o voo MH 370 da companhia aérea Malaysia Airlines descolava de Kuala Lumpur com destino a Pequim, tornando assim incerto o paradeiro de 239 pessoas.

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Às 00h41 (hora local) partiu, como se disse, com destino a Pequim, deixando de aparecer nos radares menos de uma hora depois. Hoje, 9 meses volvidos, poucas são as certezas que se têm. Sabe-se que o avião mudou a sua rota intencionalmente e sem nada dizer aos controladores de tráfego aéreo; que o ACARS (sistema digital de envio de mensagens que permite aos pilotos e aos controladores de tráfego aéreo estar em contacto) e o transponder (transmissor de rádio existente na cabine do piloto que emite um sinal captado por radar, e que permite aos controladores de tráfego aéreo saber onde se encontra um avião) foram desligados propositadamente ou devido a uma falha conjunta (o que é pouco provável); que não houve nenhum pedido de ajuda e que o avião ainda voou algumas horas após ter-se perdido o seu contacto.

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A questão que se coloca é como numa altura em que conseguimos, com bastante certeza, localizar um telemóvel ou um portátil roubado, somos incapazes de encontrar um Boeing 777 conhecido pela sua robusta envergadura.

A localização de aviões, por mais surpreendente que possa parecer, ainda se faz com recurso ao radar. São de dois tipos os que temos disponíveis: primários e secundários. O radar primário emite um sinal que é reflectido quando em contacto com a fuselagem da aeronave e recaptado pela antena, o que permite calcular a que distância a aeronave está da antena. O radar secundário, por seu turno, capta a informação emitida pelo transponder, calculando assim a que distância se encontra a aeronave. Em caso de acidente, a localização do avião faz-se recorrendo ao sinal emitido pelas caixas negras. Este sinal pode ser reconhecido por qualquer meio de busca equipado com um rádio, num raio de aproximadamente 4 km de profundidade, nos 30 dias que se seguem ao acidente.

Posto isto, porque é que ainda conseguimos encontrar o voo MH 370 e o que lhe terá acontecido?

Uma vez que o transponder se desligou, são duas as minhas teorias da conspiração.

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Ou houve uma falha técnica que levou ao desligamento do transponder, deixou a tripulação inconsciente e o voo seguiu em piloto automático até o combustível se esgotar e avião terá-se despenhado algures no oceano, num local inalcançável pelos radares. Ou então, e acredito que esta seja a hipótese mais provável, o transponder foi desligado intencionalmente por um membro da tripulação ou algum passageiro numa tentativa de sequestrar o avião e lucrar com isso, ou pior, perpetrar um atentado terrorista. As coisas não correram bem e acabaram por se despenhar, também neste caso, algures no oceano, num local inalcançável pelos radares.