Segundo me apercebi, no Facebook existe uma grande quantidade de páginas dedicadas a artigos manuais diversos, que incluem produtos de cozinha, decoração, vestuário e bijuteria. A que se deve este fenómeno, apenas posso especular, mas aquilo que anteriormente poderia ser considerado um simples passatempo tornou-se, para muitas pessoas, uma espécie de trabalho complementar.

Numa altura em que ainda se fala de crise e em como ultrapassá-la, não é de admirar que tudo o que contribua para o equilíbrio financeiro das famílias seja bem-vindo. Estes passatempos transformados em complementaridade são, a meu ver, uma excelente forma de contornar a situação; quanto mais não seja porque o dinheiro circula e se faz alguém um pouco mais feliz. Os materiais e formas de realização são vários, mas destacam-se aqueles que são costurados, isto é, que são feitos com máquina de costura ou à mão. Por outro lado, existem algumas que completam o seu trabalho com a realização de workshops, onde os participantes aprendem a fazer um determinado produto.

Não estou a falar do que se considera tipicamente como artesanato, mas de certas inovações face ao mesmo, uma vez que é tudo realizado em casa e à custa da própria pessoa. Existe um pouco de tudo: bonecos, bolsas, lancheiras, estojos, golas, ponchos, cintos, fitas para porta-chaves, porta-chaves; tal como produtos em croché, desde flores e rosetas, que podem ser aplicadas no que se quiser: mantas, cachecóis, golas, camisolas, rendas e bordados. Estas novas marcas, ou pseudo-marcas, são encontradas maioritariamente através das redes sociais (Facebook, como já referi), mas algumas estão também presentes em feiras de artesanato, de forma a dar a conhecer os seus produtos.

Por conseguinte, a visibilidade que estas marcas têm não é muita, mas penso ser apenas uma questão de tempo até a terem. Trata-se de marcas caseiras, que passam de boca em boca entre amigos e família, pelo que têm pouca divulgação. No entanto, parece que se tornou moda e que esta nova moda veio para ficar, uma vez que surgem cada vez mais destas marcas caseiras.

Conheço algumas pessoas que lançaram marcas deste género e admiro muito a sua sagacidade e paciência. Talvez seja por isso mesmo que considero este tipo de actividade uma boa prática para quem sente necessidade de um extra; e por vezes é mesmo um grande extra! Em suma, creio que o que antes não passava de um passatempo se tornou, hoje em dia, uma compensação espantosa. E o melhor de tudo é que, sendo marcas nacionais, ao adquirir os seus produtos estamos a contribuir de certa forma para a economia nacional!