Com as novas tecnologias e sistemas informáticos cada vez mais eficazes é lógico que comecemos a tirar proveito disso. Colocar a informática ao serviço da população pode gerar mais controlo e menos despesa. Um dos primeiros passos dados nesse sentido é da autoria do Ministério da Saúde. Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) revelaram que as receitas de medicamentos em papel vão acabar até ao final do Ano. O novo processo é um trabalho conjunto da SPMS em articulação com a Associação Nacional das Farmácias e a Associação Portuguesa de Farmácias. O principal objectivo é reduzir custos com papel, assim como aumentar o combate à fraude.

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Esta medida poderá ter algumas desvantagens, mas é uma medida que certamente trará muito mais vantagens. Este exemplo deveria ser aplicado a outros Ministérios, onde o controlo de informação é extremamente difícil e onde um controlo deste tipo poderia trazer imensos benefícios.

Um dos ministérios que pode beneficiar muito com medidas deste género é o Ministério das Finanças. Andamos há muito tempo a tentar "obrigar" as pessoas a pedir facturas através de incentivos e estabelecendo multas, por isso estas medidas apenas a longo prazo trarão algum benefício.

Com o "boom" de aplicações para telemóveis, o mais correcto seria o Ministério das Finanças tomar uma medida drástica, criando uma aplicação onde tivéssemos acesso no telemóvel aos mais variados documentos, fossem eles facturas, guias de circulação, etc...

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Deste modo haveria um controlo praticamente total dos bens em circulação, deixando de existir papel para tudo e mais alguma coisa. Com este tipo de controlo, a elaboração do IRS poderia ser mais simplificada, sendo de preenchimento automatizado, onde cada contribuinte apenas teria de verificar e submeter.

Este seria um passo muito importante para controlo da fraude e uma medida de que os contribuintes em geral também beneficiariam, pois muitas vezes não pedem factura, não podendo incluir esses valores na declaração de IRS. Na actualidade já temos as ferramentas para ter um controlo de informação mais eficaz e com isso reduzir custos desnecessários inerentes aos diversos processos burocráticos.