É oficial, adeus aos carros poluentes no centro da cidade de Lisboa. A lei entrou hoje em vigor e já está a fazer correr muita tinta, como acontece em tudo, há os mais, os menos e os "assim-assim". Os carros anteriores a 1996 vão deixar de poder circular em grande parte da capital; já os carros anteriores a 2000 apenas ficam proibidos de circular no centro da cidade. Inicia-se assim uma nova fase da Zona de Emissões Reduzidas (ZER). Ora eu estou aqui para dar a minha opinião e é claro que tenho em conta em primeiro lugar o Meio #Ambiente. Mas não só. Eu tenho em conta o ar que respiro, as doenças que posso prevenir e os anos que quero viver.

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Que ainda são alguns e o mesmo desejo para as futuras gerações.

Só para contextualizar os mais distraídos, é importante realçar que Portugal enfrenta um processo no Tribunal de Justiça Europeu devido à excessiva poluição emitida no centro da cidade. No entanto não é com isto que se devem preocupar mais, deixem lá isso para quem está no poder. Preocupem-se essencialmente com o facto de a esperança média de vida no centro da cidade diminuir seis meses devido à poluição alarmante que nós podemos não sentir, mas que há, existe mesmo. Sei que muitos ainda pensam que os problemas ambientais são uma utopia, que a vida não depende de uma árvore ou de um oceano. Desenganem-se, abram os olhos e as mentalidades e adaptem-se à realidade do mundo actual.

Eu penso que esta medida tem gerado muito alarido porque ela traz uma mudança.

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Mais do que isso, traz uma mudança a nível ambiental e isso incomoda. O principal objectivo desta transformação é incentivar à utilização dos transportes públicos, diminuindo deste modo a carga de poluição que os veículos libertam diariamente para a atmosfera. Com tudo isto, será possível aliviar (se ainda formos a tempo) um problema de saúde pública. Sim, isso mesmo: trata-de de uma questão de saúde pública. São cada vez mais os casos de doenças respiratórias a dar entrada nas urgências hospitalares, porque andamos a respirar aquilo que não devemos de forma bastante agressiva.

Revolta-me de alguma forma saber que há opiniões que já estão a levar a questão para o campo político. Aqui não se trata de uma guerra de partidos ou ideologias, trata-se de uma preocupação comum que abrange desde crianças a idosos. Trata-se de querer, aos poucos, fazer aquilo que já se devia ter feito há muitos anos. Cuidar do Planeta, cuidar de nós, cuidar do nosso futuro. Admito que seja dificil mudar todas as mentalidades, requer tempo e paciência. O mal é que estamos a ficar sem tempo. As consequências não tardam, chegam sem avisar e não podemos deixar que nos apanhem desprevenidos. O meu desejo é que este seja o primeiro grande passo no nosso País para a verdadeira mudança ambiental e que eu possa viver num mundo verde, limpo e saudável.  #Natureza