Totalmente automatizado. Porque não há nenhuma mão humana a intervir como operador no sistema. É só maquinaria em acção. Estou a referir-me a algo que eu, simples cidadão e leigo na matéria, vi pela primeira vez em Amesterdão há poucos meses: um parque de estacionamento automóvel "entregue a si próprio", funcionando em vários andares, da superfície ao subsolo. Regressado depois a Portugal, fui informado de que, afinal, já existe um local de estacionamento desse tipo em Lisboa. A sua designação, em Inglês, é automated parking system (APS). Dá o seu contributo para a resolução do problema do estacionamento automóvel nas cidades.

Na parte exterior desse local de armazenamento de viaturas que descobri na cidade holandesa, o que se vê é simplesmente um portão gradeado, geralmente fechado, como é óbvio.

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A primeira vez que o avistei, estava lá dentro um automóvel, com o condutor ao volante. "Olha ali um car wash", pensei eu. "Mas que estranho, aqui, no centro da cidade…". Só soube o que aquilo era realmente no momento em que uma pessoa do nosso grupo nos levou ao parque de estacionamento em que tinha deixado a sua viatura, para daí a retirar. Pois… este parque era mesmo o tal pretenso stand de lavagem de carros... E com razão me criticaram: "Então, um car wash, neste sítio?!"

Bem, passando à acção, há que dizer que, para meter e tirar a viatura desse estacionamento, que se poderá comparar, de certo modo, a um silo automóvel, o proprietário só tem que manejar um cartão. Não reparei se tem de utilizar um código ou se é um mecanismo assim simples, como abrir a porta do quarto de hotel. As operações respeitantes a arrumar o carro e a recuperá-lo decorrem "à porta fechada" - com toda a gente cá fora.

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No decorrer desses procedimentos de recuperação do carro, eu (satisfazendo uma curiosidade natural) pude observar o que se passava lá dentro, in profundis, através do portão gradeado. Pois, a verdade é que o sistema, sustentado informaticamente, como é evidente, vai buscar a viatura - sempre imobilizada, é claro - ao local em que se encontra estacionada e, através de plataformas que se movimentam coordenadamente em vários sentidos, vai transferindo o automóvel de andar para andar, até o mesmo chegar ao rés-do-chão do dispositivo, são e salvo, ali à nossa frente. Abre-se a porta do estacionamento e… ala, que se faz tarde!

Já vi este funcionamento automático apresentado num vídeo do YouTube, que tinha como banda sonora música clássica, que se ajusta perfeitamente aquelas movimentações ágeis, leves e flexíveis dos braços das plataformas, como se estivessem a executar passos de dança. Mais belas que isto só as cenas espaciais, acompanhado a valsais, do "2001: Uma Odisseia no Espaço".

Não sei quantos de vocês estão já familiarizados com este estacionamento, que, além de proporcionar segurança, é o máximo no aproveitamento racional do espaço físico e na economia de esforços de quem conduz o carro.

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Porque, vanguardista como é, diz: "Condutor, fica aí quietinho, que eu faço o trabalho todo por ti." Eu, no meu singelo estádio de conhecimento de inovações de utilidade diária deste género, não posso deixar de admirar este device totalmente automatizado, como uma maravilha da tecnologia. #Inovação