A presidente brasileira disse que "o impossível fazemos já, os milagres fazemos depois". Esta é uma maneira de pensar agressiva e impulsionadora, que incentiva o povo brasileiro. Esta afirmação de Dilma Rousseff sobre como proceder para fazer o Brasil crescer deve ser o pensamento do Governo português. Em Portugal também os nossos governantes e as grandes personalidades com poder financeiro pensam assim. No entanto, o que os motiva não é o crescimento do país, mas sim o crescimento das suas contas bancárias.

Fazem o possível e o impossível para roubarem o país, fazendo depois milagres para não serem apanhados. Um excelente exemplo disso é o famoso caso BES, uma amostra do que se passa em Portugal.

Publicidade
Publicidade

Agora que já passou algum tempo após a falência do banco, começam a aparecer notícias de envolvimentos dos mais altos cargos governamentais.

À semelhança de Portugal, a Grécia também está em crise. A entrada do novo governo coloca alguma esperança na vida do povo grego. Ainda agora foi eleito e o novo líder grego já anunciou o aumento significativo do salário mínimo. A Europa acredita que esta é uma má decisão, no entanto o povo grego está satisfeito. Esta é uma medida drástica e muito radical, que até pode ser negativa no futuro, mas é uma tentativa de colocar de novo dinheiro a circular no país e de criar desenvolvimento, de fazer algo para melhorar.

Na altura das grandes obras em Portugal existiu muito dinheiro a circular. O povo trabalhava e sabia com o que podia contar e os sectores do imobiliário e automóvel estavam muito activos.

Publicidade

E não foi devido às dívidas dos portugueses à banca que a crise se acentuou, mas sim aos negócios obscuros onde muitos foram favorecidos e muitos foram explorados.

Uma das personalidades mais emblemáticas de Portugal, que hoje é muito criticada e ao qual muitos apontam o dedo, afirmou publicamente que Portugal precisa de um Syriza. O que está a acontecer na Grécia também aconteceu há cerca de 40 anos na Madeira, onde possivelmente o Dr. Alberto João Jardim foi certamente o Syriza madeirense. Agora, 40 anos passados, é criticado, correcta ou incorrectamente. Terminado a seu "reinado", saiu com uma grande dívida, sendo esta o alvo principal das críticas. Mas é certo que a Madeira evoluiu imenso e a obra foi feita.