As praxes deveriam ser muito vigiadas enquanto dentro das universidades e proibidas pela constituição portuguesa no exterior das escolas, pois cada vez mais se verificam problemas por elas causados. E alguns deles marcam para sempre as vidas dos estudantes. Em todas as universidades em que a praxe existe, existe com ela uma hierarquia sendo que na base dessa ficam os caloiros e no topo o estudante que mais anos frequentou a praxe, o chamado Dux. Existe também um movimento anti praxe em grande parte delas, o que nos deixa mais à vontade na medida em que sabemos que são vários os que discordam desta "tradição".

Ao entrarem para a universidade, os caloiros (estudantes do 1.º ano) decidem se querem ou não pertencer à praxe; e porque será que a maioria deles aceita? As opiniões divergem. A minha é de que eles acham que se não pertencerem a este movimento estarão a ser os que negam a oportunidade de formar uma "família" na escola. Na opinião da blogger Bruna (blogue GirlsFullOfStyle), estudante na Faculdade de Belas Artes (Lisboa) durante 3 anos, "A televisão e a internet mostram apenas o lado mau das praxes porque elas servem para nos integrarmos com os nossos colegas e não parecermos baratas tontas pela faculdade". No entanto, muitos dos estudantes ao início recusam mas depois são vítimas de agressividade verbal (o chamado "bullying psicológico") ou pressão psicológica por parte dos novos colegas que integraram este movimento. Assim, e muitas vezes contrariados, veem-se obrigados a integrar este grupo para não terem de sofrer mais desta violência/pressão.

Mas suponhamos que existe um grupo de praxe em que todos os integrantes estão lá de boa vontade, ou seja, reconhecem que têm de fazer tudo o que lhes mandarem os superiores.

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Vai haver ocasiões em que serão praxados e aí terão de obedecer ao que os dirigentes preceituam. Não será isso perigoso? Demasiado arriscado? Temos o exemplo dos jovens que faleceram no Meco há cerca de um ano afogados e que a início se suspeitou de uma situação de praxe. Quem sabe se não foi mesmo? Se, no meio de uma noite de bravura do mar, não foram obrigados a estar ali em frente às ondas? Amarrados uns aos outros, talvez! Depois veio a "suma onda" e o mar levou-os, sendo que o alerta do sucedido foi dado pelo coordenador da praxe, o único que não podia ser praxado. Demasiada coincidência, não? Devemos reflectir melhor sobre este assunto quando nos integramos numa universidade, pois por causa da praxe já muitos infelizmente perderam a vida e isso está aos olhos de toda a sociedade, pois os meios de comunicação hoje em dia já não escondem as tragédias.

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Concluo, portanto, que a praxe só é positiva se for "saudável", vigiada e proibida fora das universidades/escolas em que se pratique pois é perigosa e, por vezes até num estado de embriaguez, podemos ser obrigados a fazer algo que ponha em causa a nossa única e exclusiva vida, sem sequer conseguirmos dizer que não. A praxe deve ser um meio de ligação entre os antigos e os novos estudantes e não uma forma brutal e malcriada de tratar os caloiros, fazendo-os até perder a própria vida. #Educação