O ano de 2014 já passou e as contas, até ao mês de Novembro, mostraram uma vez mais a importância da indústria turística na economia do nosso país. Falando em números, as receitas turísticas em Portugal cresceram cerca de 12%  em relação ao ano anterior, ou seja, foram deixados em Portugal perto de 10 mil milhões de euros (9,6 mil milhões) de Janeiro a Novembro. Se formos calcular o quanto esse valor representa por dia, o mesmo irá corresponder a cerca de 29 milhões de euros dia. Estes foram dados avançados pelo Banco de Portugal e pelo Instituto Nacional de Estatística.

Neste contexto, este aumento de 12% em relação a 2013 corresponde a mais de 9,5 mil milhões de euros.

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Relativamente aos mercados emissores são de destacar: Reino Unido, França e Espanha.

Pois bem, as receitas turísticas aumentam  mas parece que a precariedade de condições se mantém (quando não se agrava mesmo). Nos meus últimos artigos tenho feito várias referências a esses aspectos, como é o caso da noticia sobre a falta de contratação de profissionais qualificados, e depois empresas especialistas em recrutamento virem dizer que não os há... Caras empresas de Recrutamento, desculpem mas tenho mesmo que dizer que isso é Mentira! E já agora, que entendem os vossos recrutadores da indústria turística para poderem avaliar se um candidato é ou não competente em 15 minutos de conversa (quando os há, pois na maioria baseiam-se no curriculum e nem nos dão oportunidade de nos apresentarmos e mostrarmos o nosso ponto de vista)? Falta de experiência? É esse o critério de exclusão? Muito bem, então para não sermos excluídos, por esse motivo, apostem em pouco em nós e deixem-nos falar!

Outra noticia que se tem vindo a falar muito, e uma vez mais, baseada em análise de empresas de selecção e recrutamento, é que a maioria dos profissionais da indústria turística pretende mudar de área profissional.

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Porque será? Já pensaram nisso? Possivelmente não! Então eu falo em nome de alguns: porque não nos dão valor enquanto profissionais qualificados (deixados para trás por simples "cunhas" ou então por profissionais de áreas que não sabem sequer o que é a economia turística), a precariedade laboral (recibos verdes e afins), os Estágios Profissionais promovidos pelo IEFP que apenas privilegiam as empresas e em nada os profissionais, entre muitas outras que poderia aqui enumerar mas que deixo para outra oportunidade.

Pois bem, 2014 foi um ano de aumento de receitas mas não nos devemos descuidar e sentar, porque se não continuarmos a trabalhar eficaz e eficientemente com profissionais qualificados, e não mudarmos a nossa postura, o ano de 2015 poderá ser bom mas ... 2016 poderá ser péssimo!

Pensem  nisto!