O ano de 2015 está a ser em cheio no que toca a medidas ambientais. Agora o debate gira em torno dos 10 cêntimos, dos sacos plásticos, dos sacos reutilizáveis e até do levar as embalagens de iogurte na mão. Modernices a mais para uns, normalidade para outros. E é claro que eu tenho algo a dizer sobre o assunto, como sempre.

Em primeiro lugar devo dizer que a palavra "plástico" me causa sempre alguma confusão, como a tantas outras pessoas que defendem a conservação da natureza. Na minha opinião é um material que deve ser utilizado em último recurso, e não foi preciso começar a pagar sacos de plástico para eu ter o bom senso de os rejeitar nas caixas de supermercado quando apenas levava um feijão na mão.

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Também não gosto dos colecionadores de garrafas de água e dos senhores ou senhoras que usam o mar e a praia como balde do lixo.

Pois é, quase que já existem mais nuvens de plástico no oceano do que propriamente as nuvens do céu que nele refletem. O número fala por si, 268 mil toneladas. Isso mesmo, 268 mil toneladas de plástico andam a boiar nos oceanos. Peço que este Verão tenham mais atenção a isso e encomendo também um sermão para os vossos amigos, colegas, familiares ou até ao desconhecido a dar a caminhada matinal.

Em segundo lugar, li por aí que Portugal acumula 250 milhões de sacos plásticos por ano. O quê?! Desta forma, penso que não é asssim tão incómodo gastar 50 cêntimos num saco que podem utilizar as vezes que forem necessárias e que bem vos apetecer. Para os imprevistos, basta começar a acrescentar um saco pequeno à lista "coisas que uma mulher leva na sua mala", não esquecendo os homens que podem dobrar o saco muito direitinho e colocar no bolso das calças.

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Lembrem-se também de levar sempre sacos na mala do carro em caso de urgência. Afinal eles não ocupam assim tanto espaço e não sujam. Depois destes pequenos conselhos amigáveis passo para a questão principal, a política.

Como já tem vindo a ser habitual, por detrás de uma grande medida está uma grande jogada política. Isto sim, dá-me quase que mais comichão do que o plástico. Para mim há uma questão fundamental na forma como eu defendo o meu planeta e o ar que respiro, é a questão de não haver esquerda nem direita. Não me interessa de que lado vem a medida. O #Ambiente não deve ter ideologia ou manifesto. O Ambiente vai do centro à periferia. É por isso que me aborreço quando leio que as receitas desta medida não são todas para a Natureza, existe um interesse de lucro por parte do Governo. Eu quase que cheguei a pensar que finalmente alguém tinha ganho consciência ambiental e que tinha começado a encarar estas questões de forma séria e realista. Quase. Porque na verdade todos sabemos que poluição e ambiente são conceitos ainda muito distantes da maioria das entidades e das pessoas. São coisas para pensar amanhã ou depois, dizem eles. E nós aqui tão perto da catástrofe...