O Panda e o seu canal são uma das marcas mais poderosas do panorama audiovisual português. São milhões os portugueses que conhecem as suas séries animadas e as suas músicas. A sua influência é, contudo, inversamente proporcional ao espaço mediático que ocupa nos média generalistas, uma vez que o canal nunca é notícia. Mas dentro de 10 a 20 anos, o Panda será considerado uma referência cultural decisiva para várias gerações de cidadãos portugueses.


A popularidade do canal de #Televisão é altíssima; já toda a gente viu ou conhece os Caricas, é por aqui que as famosas Winx combatem o mal entre duas sessões de karaoke no bar (sempre acompanhadas dos seus Especialistas), o Noddy por aí circula no seu táxi amarelo, e alguns telespectadores até páram para rever o Tsubasa, jogando futebol num campo tão grande que se vê a curvatura da Terra, tal como fazia há 20 anos. Só falta mesmo a Violetta - uma vez que é um exclusivo da Disney e do seu Channel, um concorrente de peso. Pelo meio, é possível detectar Sónia Araújo, aventurando-se neste mercado, e a irresistível Xana Toc Toc - que não dá entrevistas fora do contexto da sua personagem. Isto para além de Luísa Sobral, voz do genérico do Bairro do Panda e presença habitual nas músicas da estação, ou das canções da Maria, de Maria de Vasconcelos.


Além dos desenhos animados, a linha editorial tem um conjunto de preocupações educativas certeiras. Quer nas lições que transmite no Bairro - a lembrar o ambiente familiar da Rua Sésamo -  quer em programas inauditos para crianças, como o da descoberta das Aldeias Históricas. É difícil para os pais rebater ou objectar à sua qualidade.

Os custos de produção são reduzidos.

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Além dos direitos de transmissão dos desenhos animados, há o trabalho dos designers, os actores do Bairro e os Caricas e os adereços do Bairro. Nenhuma outra televisão consegue chegar a tantas pessoas e causar um impacto desta dimensão com tão poucos recursos.

O canal ganha com a publicidade (destinada às crianças que são seus os clientes naturais) e com o merchandising; o preço dos brinquedos do Panda está ao nível de marcas como a Disney, estando o valor dos mesmos quase exclusivamente na marca. A cereja no topo do bolo está nos festivais dos Caricas, quer percorrem o país, e no Festival (anual) do Panda, que em 2014 ocorreu em dois momentos, no Porto e em Lisboa - e cujos bilhetes não são dos mais económicos.

O Canal Panda é transmitido pela Dreamia, empresa detida em partes iguais pela NOS e pela AMC Networks International Iberia, que divulga conteúdos para Portugal e Espanha. Se o leitor ainda não viu o Panda, de alguma forma, chegar à sua sala de estar ou às suas conversas, não se preocupe - será uma questão de tempo até que alguma criança lhe venha cantar a última música dos Caricas.