Actualmente as estatísticas indicam uma descida da taxa de #Desemprego em Portugal, situando-se agora em cerca de 12 %. Entretanto o mês de Janeiro veio mostrar que, face a Dezembro de 2014, houve um aumento do número de inscrições nos Centros de Emprego. Ou seja, houve mais de 17 mil desempregados do que em Dezembro do ano passado, rondando quase 3% a mais. Mas até que ponto estes dados estão correctos?

Pois, apesar de se ver uma descida do número de inscritos face a 2014, temos que ver que muitos já não estão sequer inscritos e outros terminaram os apoios concedidos, saindo automaticamente das estatísticas. Isto para não falar sequer no número de portugueses que todos os meses deixam Portugal para encontrar soluções para o seu futuro profissional fora do seu país, onde investiram em formação e mais formação.

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No que concerne ao governo, o mesmo tem implementado medidas para combater esses números. Mas até que ponto são as medidas adequadas?

Falamos, por exemplo, de estágios profissionais, que pelo que parece apenas as empresas têm a ganhar com isso, e que apenas uma minoria de desempregados pode concorrer (pois os requisitos são mais que muitos, e quando não o são, as chamadas "cunhas" ocupam o seu lugar privilegiado). Actualmente foram aprovados os Estágios PEPAL para as Autarquias locais, ou conhecidos como "tachinhos", e as ofertas já vão sendo lançadas em aviso público, que pouco tem de público. Uma vez mais os requisitos são mais que muitos e apenas serão considerados desempregados até aos 29 anos, ou então com mais de 31 que tenham concluído um novo nível de formação.

Outra medida implementada pelo nosso (des)governo são as Medidas Estímulo.

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Mas que medida é esta? Uma medida que mais uma vez só serve para alguns, pois os requisitos (uma vez mais) são mais que muitos, ou seja, tem que se estar desempregado um certo período de tempo para poder concorrer ao mesmo e, aqui, uma vez mais, quem ganha com isto? As empresas! Pois ficam livres das obrigações à Segurança Social e ainda recebem um valor por contratar o desempregado. Sem falar, que muitas vezes esse desempregado é um membro familiar!

Apenas referi duas medidas cujos objectivos são claros: combater o desemprego, promover a contratação e reforçar vínculos laborais. Objectivos bastante claros? Sim! Com sucesso? Não! Afinal o rio corre e não se "pesca" nada!