Vamos então por partes. Nós constituímos um país que neste caso é Portugal. Gostamos muito dele, mas não cuidamos o suficiente para garantirmos o mínimo de condições essenciais de vida, tanto para nós como para as próximas gerações. É triste esta realidade. Podemos mudar esta realidade. Todos os dias somos invadidos com notícias que nos abalam profundamente: aumento de impostos, crescimento da insegurança, fraco crescimento económico, desemprego, fome, entre outras.

Tudo isto nos deixa desmotivados. É perfeitamente compreensível. Contudo, qualquer um de nós pode e deve lutar por melhores condições, por uma vida melhor e também por um país melhor.

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Se bem que esta última premissa é uma consequência dos outros actos mencionados. Mas vale a pena tentar.

Nos últimos tempos a Grécia apareceu como um excelente exemplo daquilo que falo: a luta por um país melhor. Apesar das restrições, conhecidas por todos nós, que estão a ser impostas não só pela Europa como também pela bem conhecida Troika, que esteve cá no burgo por três vezes e a última passagem foi até bastante recente. Apesar disso, e continuando a falar da Grécia: deste país, deste povo, surge então a esperança de que podemos lutar e acreditar na existência de um mundo melhor, tal e qual como acreditou o povo grego.

Aliás, não percebo porque não fazemos o mesmo. Não percebo, desculpem mas não percebo. A história de Portugal fala por si: conquistamos o mundo, somos pioneiros em muita coisa, como por exemplo a Via Verde, somos elogiados pelo nosso serviço de saúde e de segurança social, mas não fazemos nada para manter ou melhorar aquilo que temos.

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É triste. Confesso que me entristece este adormecimento que se vive no nosso país.

Nós temos um clima fantástico, um país seguro, temos boa comida e bebida, boas praias, boas paisagens, boas estradas, uma grande cultura, inventamos muitas coisas úteis para a vida de qualquer um de nós; enfim somos realmente muito bons naquilo que fazemos e temos. É necessário então valorizar o que é nosso e o nosso próprio eu. Qualquer um de nós merece e deve ser feliz.

Manifestações nas redes sociais ou no sofá, em que a partir de um telefone se dão opiniões avulso em programas de televisão… devo dizer que isso não serve de nada. É como dar em saco roto. Percebem? Se querem que as acções tenham efeito, saiam de casa e manifestem-se a alto e bom só. Saiam de casa e vão votar, mas não votem nos mesmos ou então juntem-se e criem uma união que assegure votos e a confiança da população com vista a mudar o país para melhor.

Eu também sei que a maior parte das pessoas está à espera que apareça um novo Dom Sebastião, que nos irá salvar de todo o mal que nos tem apoquentado.

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Mas lamento informar que a lenda só se repete uma vez, porém o espírito ficou. E esse espírito está, com toda a certeza, dentro de cada um de nós. Cada um de nós pode mudar o seu mundinho e todos em conjunto podemos mudar o mundo de todos - neste caso, Portugal. Não se acomodem, saiam à rua e procurem soluções, porque as respostas podem ser encontradas ao virar da esquina, mas claro que para isto é preciso força de vontade. É certo que os resultados podem não aparecer no imediato, mas sem ambição não se chega a lado nenhum. Em grupo é fácil, não digo que não, mas cada um pode começar por si mesmo porque, como dizia o anúncio: se eu não gostar de mim, quem gostará? Pensem nisso e comecem já a mudar a atitude, hoje mesmo! Não sejam mansos porque nós é que mandamos no Governo e não o contrário. Somos nós que votam e pagamos impostos, nunca se esqueçam disso.