Vivemos numa época na qual a palavra de ordem é a crise; neste momento todos nós somos um pouco de economistas, gestores, analistas, mas não existe ninguém que seleccione o problema chamado crise. A população activa, ou seja, a população trabalhadora, é cada vez menor. Cada vez existem mais desempregados, mais pessoas dependentes de subsídios de desemprego e rendimentos de inserção. Estes tipos de subsídios de "sobrevivência" são necessários e bem fornecidos quando a sua necessidade está devidamente fundamentada.

No entanto, existe um enorme erro nos valores destas pensões; o valor em si pode ser considerado elevado e muito baixo consoante o ponto de vista, sendo que do ponto de vista de quem recebe certamente é sempre considerado pouco. O que acontece é que, seja qual for este valor, o mesmo nunca pode ser tão semelhante ao salário mínimo nacional.



O salário mínimo deveria ser aproximadamente o dobro destes rendimentos, ou então os subsídios reduzidos para metade, de modo a ser um incentivo, para quem usufrui dos mesmos, a procurar trabalho e ganhar um pouco mais. Quando uma pessoa recebe praticamente o mesmo estando a trabalhar ou desempregada, é certo que prefere não trabalhar.


Num país considerado envelhecido, onde a carga com pensões a terceira idade é enorme, torna-se necessário criar mecanismos de incentivo à contratação e também incentivar à população a querer trabalhar e procurar trabalho, de modo a suportar esta carga.


O facto de conseguirmos criar incentivos à procura de trabalho traria algum alívio nesta pesada carga de subsídios, e consequentemente, um aumento da produção, pois a população activa aumentaria, bem como a entrada de dinheiro nos cofres do Estado oriundos dos descontos que esses novos trabalhadores iriam realizar.


Temos das melhores universidades do mundo, capazes de feitos verdadeiramente impressionantes, e sabemos que os portugueses, pelo mundo, dão provas de grande valor. Então, porque não pegar em questões deste tipo e incentivar as universidades a elaborar planos de acção e procurar soluções para este nosso enorme problema?