Quando no ano passado consegui, por mera sorte, assistir à final do principal campeonato de futebol americano, mais conhecido por SuperBowl, em Nova Jérsia, disse para mim mesmo que aquele era o meu desporto de eleição. O espectáculo, o ambiente, as pessoas que ao meu lado tanto sorriam ou choravam, a mística e o afecto que se faziam sentir naquele pequeno mas imenso estádio, são capazes de tocar até mesmo o coração mais duro do mundo. Desde miúdo que sou fanático pela principal liga de futebol americano, mas estar sentado num sofá e assistir aos jogos não é, de todo, a mesma sensação que ver ao vivo. Até arrepia... literalmente.

Na madrugada de domingo para segunda o mundo parou de novo para podermos todos assistir à final do SuperBowl.

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Este ano, tal como em todos os anos, a história repetiu-se. Não avançou, simplesmente repetiu-se. Na cidade de Arizona, realizou-se o jogo que opôs os New England Patriots aos Seattle Seahawks. O estádio, como era de esperar, estava imensamente cheio. As pessoas ao rubro. As crianças com um sorriso de orelha a orelha por verem os seus ídolos em acção. E eu? Eu em casa a comer pipocas, enquanto bebia uma Coca-Cola de 1,5l. Sem espanto nenhum, o espectáculo bateu o recorde de espectadores em todo o mundo, recorde esse que, por coincidência, ou talvez não, pertencia também à NFL. Ultrapassou, este ano, a marca dos 114 milhões de espectadores (!) em todo o mundo. Impressionante.

A equipa de Boston, os New England Patriots, viria a sagrar-se campeã, naquele que foi um dos mais renhidos embates a que já assisti e que me lembro de ter visto durante estes anos todos.

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Mas não é só o jogo em si que cativa as pessoas, nem pensar nisso. Todos os anos, no intervalo da partida, que acontece entre o 2º período e o 3º período de jogo, vários são os artistas que são convidados para actuarem ao vivo. O ano passado, Bruno Mars. Este ano? A excêntrica Katy Perry, o inconfundível Lenny Kravitz e ainda a irreverente Missy Elliot encheram o palco e deram ainda mais cor a uma das noites mais belas do mundo. Não precisa de ter fogo-de-artifício. Não precisa de ser das paisagens mais belas e procuradas do mundo. Só são precisas duas equipas de futebol americano, 200.000 espectadores, música e aquele ambiente inexplicável e possante.

Eu, pelo menos, fico apaixonado. E vocês, se gostam de desporto e de óptimas sensações, sei que ficariam também. Quem tiver a oportunidade e um dia consiga fazer uma viagem até aos Estados Unidos da América, não deixe de visitar um estádio de futebol americano.

As más notícias? Faltam precisamente 8 meses para o início da época deste grande desporto. Uma notícia ainda pior? Faltam 366 dias para a próxima final do SuperBowl. Mas querem um conselho de amigo? Coloquem esta opção como uma das 100 coisas a fazer antes de morrer. Vão por mim. Acreditem.