São medidas de protecção do #Ambiente que influenciam o dia-a-dia de todos os portugueses. Há quem as aceite e se empenhe num futuro sustentável. Há quem as perceba, embora com alguma dificuldade na sua execução. Mas também há quem não demonstre qualquer interesse nem faça qualquer esforço para colaborar.

O ano iniciou com uma má notícia para as empresas de refrigeração e climatização, com algumas das chefias a colocarem a hipótese de encerramento de portas, num mercado com muita oferta e cada vez menos procura. A certificação obrigatória das empresas e trabalhadores cujo ramo de acção passa pelo manuseio de gases fluorados com efeito de estufa está a tornar a situação insustentável para as numerosas entidades patronais do sector.

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A Agência Portuguesa do Ambiente desacredita o conhecimento obtido através de experiência e convoca trabalhadores e empresas a obter um certificado que comprova a reunião de condições e requisitos mínimos, que atestem a preservação do ambiente e a redução de gases fluorados com efeito de estufa.

O início do ano ficou também marcado pelas restrições à circulação de viaturas anteriores a 2000 nas principais áreas de Lisboa. Com a implementação de um sistema electrónico de leitura de matrículas, o incumprimento será registado e devidamente punido. Compensará adquirir um novo veículo para circular nas ZER (zonas de emissões reduzidas)? Será mais proveitoso arriscar e continuar a utilizar o veículo de sempre? Não seria mais benéfico, para todos os portugueses, se optássemos pela deslocação através de transportes públicos como já é habitual nos principais países europeus? Se o que está em jogo é a qualidade do ar que todos respiramos, então cada um deveria optar, em consciência, pela solução mais ecológica e que mais sustentará o futuro.

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15 de Fevereiro foi a data estipulada pelo Ministério do Ambiente para a entrada em vigor da Reforma da Fiscalidade Verde. Basicamente, a lei refere que todos os sacos de plástico leves, produzidos, importados ou adquiridos em Portugal, têm uma contribuição a favor do Estado no valor de dez cêntimos. A medida visa proteger o ambiente, reduzindo o consumo de sacos e promovendo a utilização de sacos reutilizáveis. Cabe então ao consumidor optar pela solução mais eficaz e adequada à sua carteira: pagar dez cêntimos por cada saco em cada ida ao supermercado ou guardar um saco reutilizável na mala para a eventualidade de um dia de compras inesperado.