Penso que é do conhecimento de todos que Portugal está em saldos, os chineses e angolanos têm vindo a investir ou comprar participações em empresas publicas e privadas. Relativamente à China é certo que é uma super potência em ascensão a todos os níveis, salvo em direitos humanos, por esse motivo vários países pobres ou em dificuldades financeiras estão muito disponíveis a receber capital e respectiva assistência chinesa. A China "Comunista", que de comunista tem muito pouco, passou de "Bicho Papão" para o grande parceiro económico de quase todos os países em dificuldades, em troca explora os recursos naturais a baixos preços e expande a sua rede empresarial principalmente em África e na América do Sul, como já sabemos "Não há almoços grátis".

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Mas a questão deste artigo de opinião é uma reflexão sobre Angola e questões que a comunicação social pouco perde tempo a explicar.

Angola uma "Democracia" africana ao gosto a Europa

Esta semana numa rádio sobre o tema África e num programa também da temática África, ouvi um comentador dizer que os africanos deveriam estar orgulhos da gestão de Isabel dos Santos relativamente ao percurso que tem feito no mundo empresarial e a respeito das recentes noticias da OPA sobre o BPI e a proposta do CaixaBank. Penso que o cidadão comum angolano, e também português, gostaria de ver esclarecido pela comunicação social de que forma Isabel dos Santos conseguiu obter o património que tem hoje em dia. Foi herdado do pai, o presidente de Angola? Se sim, de que forma este conseguiu reunir esse capital? Foi através de investimentos de Isabel dos Santos? Esses investimentos são de nível pessoal ou estatal? Serve os interesses dos angolanos? E se é de nível pessoal, que se faça um percurso, uma investigação, a todo o património da família, uma relação de bens de toda a família desde a subida ao poder de Eduardo dos Santos até hoje.

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Penso que é importante sabermos se esse património foi obtido de forma brilhante e inovadora no que diz respeito ao campo da Gestão ou se, por outro lado, resulta da exploração individual dos recursos naturais - petróleo e diamantes -, que pertencem a todos os cidadãos angolanos e que tem sido gerido por uma única pessoa. A comunicação social perde tempo a falar de uma quantidade imensa de parvoíces e não esclarece questões que são deveras importantes. Isto apenas reforça a opinião que as notícias, na sua maioria, são encomendas e são publicadas no momento certo. O cidadão para estar realmente informado e esclarecido não deve ver Televisão, mas sim procurar por outra vias a informação que não são filtradas pelo nosso médias ou grupos de influência.

Para que o leitor tenha uma ideia, nos últimos dois anos quantas foram manifestações contra o presidente Eduardo dos Santos, que ocorreram em Luanda, que passaram na nossa TV? Uma ou duas. Mas na realidade quase todos os meses ocorrem manifestações que são brutalmente reprimidas pela policia.

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Mas, claro, quando precisamos de petróleo pouco importa os direitos humanos, porque no fundo não passa uma ideologia dos ocidentais. #Negócios