Proveniente dos EUA e criado em 2006 pelo empresário americano Michael Sullivan, o crowdfunding, ou financiamento coletivo, é um "fenómeno da internet onde as pessoas recebem apoio financeiro de outras através de sites. Esses doadores são, em grande parte, desconhecidos pelos realizadores e financiam em troca uma recompensa simbólica, ou até mesmo sem recompensa alguma".

O crowdfunding assume-se como movimento revolucionário no mundo web 2.0. Contempla a vertente de investimento que visa o retorno financeiro, ou simplesmente evidencia o espírito de colaboração (status, estima social, identificação). O boom do crowdfunding deu-se em 2008 nos EUA.

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Apesar de não ser apelidada pelo termo, a campanha de Barack Obama arrecadou através da internet "272 milhões de dólares de 2 milhões de doadores, de pequeno porte na sua maioria (Nedeski, 2011, p.5 apud Gowe, 2008, p. 253).

A economia colaborativa e a internet permitem o acesso a esta forma de financiamento menos burocrático (ao invés do que se encontra quando nos deslocamos à banca). Contudo, chamar à atenção de potenciais doadores torna-se difícil! O seu projeto deverá ser inovador, diferenciado e com um propósito bem definido, um mercado alvo. Para quem apela a doadores que invistam no projeto, o financiamento colaborativo permite obter recursos financeiros num curto espaço de tempo, tendo como garantia a ideia de negócio (produto ou serviço), numa plataforma de crowdsourcing, que permite divulgar e dinamizar a baixo custo o projeto.

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A par disso (e não menos importante), ter imensos doadores poderá significar que o investimento poderá dar bons frutos, uma vez que está a ser alvo de "aposta" por vários investidores. No entanto, para os interessados em obter retorno financeiro, oferece um potencial retorno com um investimento reduzido e permite dar um contributo que gere valor às pessoas e à sociedade.

O sucesso de um projeto de crowdfunding deverá primar por ideias diferenciadoras capazes de suscitar o interesse! A definição de um target e um core business são fundamentais. Um plano de marketing (e estratégico) orientado e focalizado na ideia de negócio, com metas tangíveis e mensuráveis, é fulcral para apresentar e expor o seu projeto na plataforma de crowdsourcing.

A escolha da plataforma de crowdsourcing é tão mais importante que o enumerado anteriormente. Existem plataformas diversas e quase que "orientadas" para algumas áreas (social, educação, cultura, música, saúde). A nossa rede de contacto é fulcral, uma vez que são os nossos amigos e família que maioritariamente irão contribuir e ajudar com o "passa palavra" - estima-se que 30% a 60% do financiamento coletivo provenha deles.

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Aproveite as diversas redes sociais para divulgar o seu projeto e fale dele como se o respirasse!

Segundo o Novo Banco, o seu "projeto de crowdfunding social (…) veio dar resposta à necessidade de se encontrar novas formas de participação e de contribuição social, permitindo a qualquer pessoa contribuir para determinada causa através da Internet e coletivamente ajudar a concretizar um projeto, sendo que o Novo Banco assegura 10 % do financiamento total. Em causa está o financiamento de instituições de referência a nível nacional, nomeadamente a Cáritas Portuguesa, a Associação Novo Futuro, o Banco de Bens Doados e a Acreditar."

A atual situação económica e social fez despertar novas formas de participação e contribuição social, movendo projetos de startups, ONGs entre outros. Na óptica do investidor, ou com "olhos" na solidariedade, esteja atento e "doe-se"!