Ontem, 28 de março, foi transmitido o segundo episódio de Shark Tank Portugal e eu estive a acompanhá-lo a par e passo na rede social Twitter. Alguns comentários fizeram-me mesmo pensar se Portugal está preparado para uma adaptação desta dimensão. Mas não foi só graças aos comentários ao programa de ontem. Nos últimos dias tenho lido algumas coisas no Facebook que me têm feito pensar isso. Se calhar estamos mais atrasados do que eu ou a SIC pensámos.

Gostava de dizer, antes de mais, que sou um fã incondicional do formato internacional, por isso a minha opinião terá sempre essa visão mais "tendenciosa". Tal como disse no artigo de opinião que fiz logo depois do primeiro programa, quero dizer novamente que estou extremamente feliz com a adaptação portuguesa. Nunca vi um programa tão bem adaptado como este Shark Tank Portugal. Mas, infelizmente, parece que não pertenço à maioria. Durante o programa de hoje criticou-se a falta de investimento da Susana Sequeira. Sobre isso, gostava de dizer que não entendo as críticas. Primeiro, acho a Susana extremamente parecida à Lori Greiner, uma das tubarões do Shark Tank USA, e isso é um elogio. Adoro a Lori e isso faz-me, inevitavelmente, adorar a Susana.

O que acho sobre as críticas à Susana é que os espectadores portugueses não veem, de certeza, a versão norte-americana. A Susana disse, pelo menos duas vezes no programa, o seguinte: "Não conheço o mercado, por isso não vou investir". Alguns utilizadores ficaram "chocados" com isto, mas eu não. Cada tubarão investe na sua área. Se a área da Susana está ligada ao design, porque raio iria investir num projeto de motas? A Lori faz o mesmo na América. Ela investe nos produtos que pode vender no QVC (canal norte-americano de televendas). A tubarão norte-americana também não investe em tudo o que aparece. Só houve um produto, neste programa, em que eu pensava que a Susana investir: os Kupis. Mas, convenhamos, com aquele pitch ninguém investia.

Outra das críticas feitas ao programa foi a duração. Parece que Portugal não está preparado para um programa de 45 minutos. Por cá, tudo o que é de horário nobre tem de ter três horas de duração. Por exemplo, o MasterChef Portugal tem cerca de duas horas. Mas segue o formato australiano. O Shark Tank Portugal segue fielmente o Shark Tank USA, por isso é perfeitamente normal ter a duração de 45 minutos, tal como qualquer série. E, convenhamos, alguém tinha paciência para ouvir pitchs durante duas horas? Acho que não.

No Facebook as críticas também aparecem. Dizem que os tubarões só querem fazer dinheiro e que tudo é uma farsa. Afinal, qual é a premissa do formato norte-americano? O Mr. Wonderfull não investe num produto para ter retorno? Porque é que em Portugal tem de ser tudo tão criticado? Já só faltam 11 episódios para terminar esta primeira temporada. Até lá, pode ser que os portugueses comecem a ver Shark Tank Portugal com outros olhos. #Negócios