Hoje celebra-se o Dia Internacional da Mulher. Foi instituído oficialmente pela ONU, em 1977, assinalando a luta e as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres no decorrer da história, bem como a importância do feminismo nessa mesma luta, uma vez que as disparidades entre géneros e a discriminação face à mulher são ainda recorrentes nos nossos dias. Porque é que isto acontece? Parece ser a grande questão à qual ninguém soube ainda responder.

A verdade é que, apesar de todas as acções humanitárias e feministas que visam igualar os direitos de homens e mulheres parecem surtir pouco efeito e a percentagem de violência contra as mulheres atinge números absurdos em pleno século XXI. Infelizmente, as nossas sociedades continuam a ter dois pesos e duas medidas, por exemplo, se uma mulher almejar um cargo de chefia, idealmente deve abdicar de tudo o resto, como ter uma família, ou como acontece muitas vezes, se engravidar corre o risco de ser despedida.

Efectivamente, existem situações ainda piores e nem sempre há coragem suficiente para se lhes opor. Tal como existem excepções à regra, como o exemplo de Malala Yousafzai, a jovem paquistanesa que há três anos inspirou o mundo com a sua história, que lhe valeu o Nobel da Paz no ano passado, numa luta contínua pelo direito à educação das raparigas no seu país; ou o discurso de Emma Watson na abertura da campanha He For She das Nações Unidas, num apelo ao esforço conjunto para a igualdade de direitos entre homens e mulheres, entre outros. Todos estes esforços são importantes para que num futuro próximo se possam obter resultados positivos.

No fundo, o Dia Internacional da Mulher dá-nos uma hipótese de reflectir sobre o que tem sido feito, está a ser feito e pode ainda ser feito para alcançar a igualdade de género em todos os países que se consideram desenvolvidos e modernos. Se os homens começarem a apoiar as mulheres, se as mulheres perderem o medo de se expressarem, se houver diálogo, companheirismo, compreensão e vontade de construir um futuro melhor. Por isso, faço uma apelo colectivo: reflictam sobre isto, porque aquilo que for conseguido agora, terá um impacto muito grande no futuro. Celebre as mulheres que conhece neste dia e todos os dias, porque ninguém é eterno.