Em 1977 a ONU instituiu o dia 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher. A partir de então, a data tem sido assinalada pelo sexo feminino um pouco por todo o mundo, mas será que todas as mulheres conhecem os verdadeiros motivos que tornam este dia tão especial ao ponto de merecer reconhecimento internacional?

Este ano a festividade ocorre a um domingo, razão de sobra para que o dia seja duplamente comemorado. Em Portugal é habitual reunirem-se conjuntos de mulheres para programas exclusivamente femininos, os quais incluem quase sempre demoradas horas às compras nos centros comerciais, seguidas de longas jantaradas que também servem para colocar a conversa em dia.

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O verdadeiro significado desta data vai muito além das intenções com que a festejamos hoje, pois actualmente as mulheres aproveitam esta data para se divertirem e reverem familiares e amigas que as circunstâncias e rotinas do dia-a-dia as impedem que tal aconteça com mais frequência. Pensa-se, porém, que na origem do Dia Internacional da Mulher esteja a Revolução Russa de 1917, a qual contou com protestos e manifestações de mulheres russas que reivindicavam melhores condições de vida e uma melhor situação laboral.

O dia 8 de Março foi especialmente escolhido por coincidir com dois factos históricos relevantes para a celebração: uma manifestação orquestrada por operárias fabris em Nova Iorque e um incêndio numa fábrica têxtil da mesma cidade. Na origem desses acontecimentos terá estado a reivindicação feminina por condições de trabalho igualitárias entre homens e mulheres.

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A data comemorativa serve-nos hoje, então, como lembrete histórico das vitórias e conquistas femininas alcançadas ao nível da política, da economia e da sociedade, num passado recente. As futuras celebrações desta data deveriam, pois, dar seguimento ao trabalho que tem vindo a ser feito pelas nossas antecessoras, procurando lutar contra as adversidades e obstáculos encontrados e conseguir uma igualdade entre géneros em situações que ainda hoje são discriminatórias.