Confesso que a estreia de Shark Tank Portugal era aquela que eu mais esperava desde os últimos anos. Talvez a última vez que fiquei tão ansioso com uma estreia foi aquando do Secret Story - Casa Dos Segredos. Sou um aficionado por televisão, por isso é normal que estes grandes êxitos internacionais não me fiquem indiferentes. Shark Tank PT chegou à SIC ontem, dia 21 de março, e não desiludiu.

As promoções ao programa já anteviam que seria uma reprodução fiel do formato original. E foi! A abertura foi genial, igual ao Shark Tank USA, e assim continuou. A apresentação de cada tubarão foi gravada e editada como se estivéssemos a ver o Mr. Wonderful ou a Lori Greiner. E ao nível do áudio também estava igual. Mas comecemos pelo início. As VT's, (imagens de apresentação) que antecederam as apresentações (ou pitchs), faziam lembrar o que se faz em qualquer talent show em Portugal. Mas, depois disso, a entrada dos empreendedores no cenário foi réplica do formato norte-americano. Os mais aficionados pelo formato, como eu, de certeza que sentiram arrepios. O som de entrada, a maneira como se apresentaram e a edição fizeram como que eu pensasse que estava ligado na SIC Radical a ver o Shark Tank USA. Mas não, afinal eram portugueses. E isso foi bom!

O programa começou com uma grande ideia da SockBuster. A premissa era simples: um modelo que permite juntar um par de meias quando vão ser lavadas. O twitter rebentou, de imediato, com imensos utilizadores a perguntarem "como é que não me lembrei disto antes?". O primeiro pitch fez com que víssemos a primeira (e única, neste episódio) luta entre tubarões. Os quatro empresários que ficaram em jogo (Susana Sequeira ficou fora logo no início) ofereceram milhares de euros para ficarem com a patente da ideia. No final, a ideia foi vendida por 15 mil euros e 7,5% de royalties (percentagem com que os criadores da ideia ficam por cada unidade vendida). Seguiu-se a ideia da criação de um Museu Erótico que provocou risada entre os tubarões. Tim Vieira foi o último a ficar fora ao dizer "este negócio não me dá tesão".

O negócio que foi mais discutido no twitter foi mesmo o terceiro pitch. A LusoScreen pediu 500 mil euros por 35% da empresa. Um dos tubarões ofereceu os 500 mil euros por 75%, mas a empresa acabou por ser vendida na totalidade (100%) pelos mesmos 500 mil euros pedidos inicialmente. O pitch seguinte com o tema de turismo de habitação foi rejeitado por todos os tubarões, o que fez a empreendedora chorar na entrevista final. O último pitch do primeiro programa chegou com a Comida de Rua, projeto que acabou por ser aceite por Tim Vieira.

Em resumo, a produção está de parabéns. A edição está fenomenal, a escolha dos tubarões foi perfeita e tivemos boas ideias. O maior problema partiu mesmo dos empreendedores que se revelaram "fraquinhos", à exceção da primeira dupla com a SockBuster. O primeiro episódio, de 45 minutos, revelou que, em Portugal, também se fazem boas adaptações. Para a semana há mais, às 22h45.

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