Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia (CE), anunciou recentemente que existe a forte possibilidade de vir a ser criado um exército europeu. Como justificação foi apontada a situação de tensão que se vive entre a Ucrânia e a Rússia neste momento. Esta ideia tem o apoio da Alemanha, que já no mês passado tinha transmitido precisamente as mesmas ideias através da sua ministra da defesa. Os moldes não são ainda conhecidos uma vez que este projeto só agora começou a ser revelado à população, mas será certo que as declarações não surgiram fruto do acaso. Será esta a nova forma dissimulada que a Alemanha montou para dominar de vez todos os países europeus?

Para o presidente da CE esta ideia seria vantajosa para todos os países, pois ajudaria a reduzir os custos que cada um tem com a manutenção das suas forças armadas.

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Por outro lado, Juncker afirmou também que esta seria uma forma de demonstrar ao mundo que nunca mais iria existir guerra dentro dos países pertencentes à União Europeia (UE). Mas será que a criação do designado exército europeu é de facto uma vantagem? Ou será apenas mais uma etapa para a criação do estado único dentro da Europa? Um país que não tenha exército não se pode defender, o que o torna bem mais fácil de ser controlado e obrigado a seguir as leis criadas na centralização que é a UE.

Analisando as medidas que têm vindo a ser implementadas ao longo das últimas décadas, parece que este novo "projeto" é apenas mais uma etapa que se encontrava estabelecida para a criação de um organismo com o objetivo de centralizar o poder de decisão. Numa primeira fase foi desenvolvida a União Europeia, que gradualmente tem vindo a acolher os diversos países europeus.

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Posteriormente foi criada e implementada a moeda única, que ao mesmo tempo que tenta acabar com o domínio do Dólar nos mercados mundiais, fez também acentuar as fragilidades económicas de alguns países, como o caso de Portugal.

Agora vem a público a intenção de ser criado um exército europeu para reduzir os custos individuais de cada país com a manutenção dos seus exércitos e ao mesmo tempo demonstrar ao mundo a força da UE. Qual será a próxima medida? Acabar de vez com os governos de cada um dos países dos estados membros? Não estaremos muito longe de tal facto, uma vez que, cada vez mais, as decisões são centralizadas e as regras são estabelecidas consoante a força de cada país dentro da UE.