A tragédia nos Alpes da França, que matou 150 pessoas na queda do Airbus A320 da companhia aérea Germanwings, na terça-feira, leva o mundo a voltar a refletir sobre a importância de identificar o mais rápido possível e com precisão os sintomas da depressão, um mal que atinge cerca de 350 milhões de pessoas no mundo, segundo números divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além de várias personalidades famosas que cometeram suicídios por causa da depressão, mais um caso de suicídio, que abalou o mundo, parece ter sido a causa da tragédia nos Alpes. Após a abertura da caixa-preta do avião, o promotor do Ministério Público de Marselha, Brice Robin, disse em entrevista coletiva que o copiloto da aeronave, Andreas Lubitz, 28 anos, impediu por vontade própria a entrada do piloto à cabine.

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Os investigadores que ainda analisam os dados de registros da caixa-preta esperam entender o que aconteceu de fato dentro da cabine antes da tragédia, mas acreditam que a queda do Airbus A320 foi uma ação voluntária do copiloto, provocando o suicídio e a morte dos passageiros e tripulantes da aeronave.

Ao que se parece, diante dos fatos apresentados até ao momento, pelos investigadores e pela imprensa francesa, o copiloto já vinha fazendo tratamentos contra a depressão, uma doença contemporânea que vem atingindo milhares de pessoas no planeta. Estudos revelam que o número de casos, numa determinada população, é que uma em cada cinco pessoas mostra ter o transtorno em alguma fase da vida. De acordo com os investigadores franceses, diante dos primeiros resultados da investigação da queda do voo 4U9525, o co-piloto Andreas Lubitz apresentava sinais de depressão, motivo que o levou a trancar a porta da cabine e provocar a colisão da aeronave nos Alpes franceses.

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Por essa razão o assunto volta a ser discutido entre os estudiosos, preocupados com estágios avançados da doença que podem levar o paciente ao suicídio, podendo colocar outras pessoas à sua volta em perigo de vida.

Para os especialistas no assunto, a depressão deve ser tratada com mais atenção. Eles alegam que, se os sintomas forem diagnosticados no início, o quadro clínico poderá ser revertido com terapia e remédios. Existem mais de 20 antidepressivos disponíveis no mercado farmacêutico que devem, contudo, ser prescritos por um profissional da área.