O dia 24 de março de 2015 conseguiu uma página na história mundial e vai ficar para sempre gravado na memória de todos aqueles que foram acompanhando as várias informações que foram sendo notícia sobre a queda do Airbus 320 nos Alpes franceses. Muito se tem especulado sobre o que poderá ter levado o copiloto Andreas Lubitz da Germanwings a accionar, voluntária e deliberadamente, a descida a pique do avião, numa corrida vertiginosa para a morte. Questões do foro psicológico parecem estar na origem da decisão do profissional da aviação, que cumpria 680 horas de voo, e que, segundo informação da própria companhia aérea, já tinha antecedentes depressivos.

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O voo que fazia a travessia entre Barcelona e Dusseldorf, na Alemanha, transportava 150 passageiros, incluindo comissários e assistentes de bordo. De entre os passageiros contam-se 16 adolescentes e dois professores que, através de um programa de intercâmbio escolar, haviam passado uma semana na famosa cidade espanhola; dois cantores de ópera que viajavam em trabalho; o marido de uma grávida que esperava o quarto filho; Greig e a sua mãe Carol, ambos australianos que passavam férias na Europa; e tantas outras vidas ceifadas por uma tragédia sem explicação.

Os corpos continuam a ser resgatados pelos helicópteros, apesar de a zona montanhosa dificultar o acesso aos especialistas que trabalham no terreno. A identificação dos corpos é outra das prioridades das autoridades, uma vez que a devolução dos corpos às famílias é também uma forma destas prosseguirem o seu luto em paz de espírito.

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Ainda que a vida humana seja incalculável, a companhia aérea Lufthansa, responsável pela Germanwings, já fez saber que pretende indemnizar as famílias das vítimas, oferecendo um subsídio de 50 mil euros. O copiloto do avião, até agora tido como o responsável único da tragédia, parece ser, consciente ou inconscientemente, o principal culpado da perda desnecessária de tantas vidas. A família do copiloto será definitivamente a mais afectada pela tragédia, pois nos seus ombros cairão todas as consequências que lhe seriam imputadas.