Já foi equiparado a Cristiano Ronaldo, pelos dribles que faz como ninguém, e já o confundiram com Harry Potter, pela magia que espalha cada vez que entra em campo. Ricardo Andrade Quaresma Bernardo, o miúdo de origem cigana famoso pelas suas trivelas, nasceu para o #Futebol quando ingressou nos juniores do #Sporting em 1997, com apenas 14 anos. E pelo grande de Lisboa permaneceu e se formou como profissional de futebol ao lado de muitos outros jogadores da academia, como Hugo Viana, Custódio, Miguel Garcia, Silvestre Varela ou o próprio Cristiano Ronaldo. Na equipa principal do Sporting foi lançado por Lászlo Boloni, na época de 2000/2001, tendo sido campeão na época seguinte, quando Alvalade assistia à dupla imparável João Pinto-Jardel.

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Em 2003 os cofres dos Leões não aguentaram e viram-se obrigados a vender as suas pérolas ainda por lapidar: Cristiano Ronaldo vai para Manchester e Ricardo Quaresma, que parecia com melhor sorte, embarcava para o mesmo destino que havia pertencido ao seu colega Simão Sabrosa quatro anos antes: Barcelona. Esta poderia muito bem ter sido a sua rampa de lançamento para uma carreira brilhante num dos melhores clubes do mundo. Mas não foi. Um desentendimento com Frank Rijkaard tirou-lhe um lugar na equipa espanhola e, consequentemente, afastou-o da convocatória para o Euro 2004. A sua carreira no Barcelona, condenada ao fracasso, só voltou a ganhar dimensão com a sua transferência para o FC Porto, por troca com Deco, o mágico.

Assim, um ano depois de partir, Quaresma regressa a Portugal para jogar num dos grandes rivais do clube que o formou.

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É de facto no Porto que Quaresma prova todo o seu potencial e relança a sua carreira futebolística, o que o faz tentar uma nova oportunidade fora do país. No entanto, novas passagens pelo estrangeiro, nomeadamente no Inter de Milão, no Chelsea, no Besiktas e no Al-Ahli só comprovam que o destino do jogador passou sempre por jogar no seu próprio país. Dificuldades na adaptação a um outro tipo de futebol, lesões que o mantiveram afastado das opções dos treinadores e diferenças de opiniões com os seus dirigentes são apenas algumas das razões que podem explicar o baixo rendimento do jogador que nunca convenceu nos principais relvados mundiais.

Aos 31 anos, Quaresma regressa ao FC Porto a custo zero, provavelmente o único clube onde foi feliz. Volta a jogar regularmente, para satisfação dos dragões, mas mais do que isso, retorna a ser convocado para vestir as cores do seu país, o que pode muito bem representar a sua vitória. Aos 32 anos de idade, qual será agora o futuro do Harry Potter?