A ausência de notícias em Portugal sobre o Dia Internacional da Terra é a notícia. Honra seja feita a algumas escolas, empresas e comunidades locais, que com algumas iniciativas e trabalhos evocaram esta data. Este dia foi criado em 1970, pelo senador americano Gaylord Nelson, activista ambiental, que pretendia chamar a atenção para os já graves problemas do #Ambiente, através da implementação de uma agenda para protecção ambiental.

Mas só no ano 2000 foi divulgada a Carta da Mãe Terra, cujo primeiro rascunho fora elaborado na Conferência do Rio 92, realizada no Rio de Janeiro em 1992, pela CNUMAD (Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento) e que marcou definitivamente a forma como a Humanidade encara a sua relação com o planeta.

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O conceito de desenvolvimento sustentável é pela primeira vez abordado nesse documento, além da conservação e protecção da riqueza e biodiversidade dos ecossistemas. Finalmente em 2009, a ONU institui o dia 22 de Abril, como o Dia Internacional da Mãe Terra.

Muito se tem feito desde então, mas como é óbvio ainda mais falta fazer. Se os ditos países desenvolvidos têm efectuado esforços consideráveis com o objectivo de criar condições objectivas para reduzir o impacto das alterações climáticas provocas por etapas anteriores da sua industrialização, as designadas potências emergentes, como a China, a Índia, a Rússia ou até a Nigéria, por desejo legítimo de crescimento económico das populações, estão a pressionar negativamente o ambiente, por efeito da aceleração da própria industrialização ou da deslocalização de indústrias de terceiros.

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Local, regional ou mundialmente, é primordial a sensibilização para as alterações no clima, provocadas pela acção do Homem, por forma a evitar os consequentes efeitos devastadores e traumáticos. Exemplos não faltam.

Diariamente, ou no mínimo em datas como a de ontem, é vital relembrar e defender o crescimento sustentável, como o único que satisfaz as necessidades da geração presente, sem comprometer a possibilidade das gerações futuras também as satisfazerem.

Alô Sr. Ministro Jorge Moreira da Silva! Alô Sr. Ministro do Ambiente de Portugal! A Terra chama. Os recursos são escassos obviamente. Todos! Os recursos naturais, físicos, económicos, entre outros, mas imperioso seria uma qualquer acção do Governo sobre a importância mais que manifesta deste Dia Internacional da Terra. E Sr. Ministro, que sentido tem o seu "Imposto Verde" se nem numa data como a de hoje, se sabe de si? A mesma interrogação se coloca a organizações como o PEV, a Quercus, o PAN, etc.. ALÔ!