O clássico da 30ª jornada, onde o Sport Lisboa e #Benfica recebeu o #Futebol Clube do Porto, teve um início decepcionante. Até aos 10 minutos, e tirando alguns lances pelos flancos, há a registar um encontrão de Casemiro sobre Talisca, com a dureza já habitual do emprestado pelo Real Madrid, mas não houve cartão. Também não houve cartão para Jackson Martinez, que parece cada vez mais desencontrado com os golos, actuando quase como um central da equipa adversária, fruto da falta de confiança e do desespero das coisas não lhe correrem de feição. Rematou a bola, sem razão aparente, quando o jogo estava interrompido há vários minutos, mas Jorge Sousa compreendeu a frustração do jogador e não o admoestou.

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Com o FC Porto a continuar com mais posse, depois do primeiro quarto-de-hora da partida, Eliseu acabou por interromper a marcha de Danilo, que se isolava num dos flancos, e levou cartão amarelo, na primeira boa decisão de Jorge Sousa nesta partida. O árbitro de Penafiel preferiu conversar com os jogadores, e só na segunda parte decidiu punir o que de mal faziam. Aos 20 minutos, o capitão do Benfica, Luisão, mostra que ainda está nisto para durar, e mete-se entre um Jackson de armas apontadas, e uma bola que caía a pique a mando de Danilo. 1-0 para o capitão encarnado, que deixou Jackson a cabeçear no vácuo. Aos 25', seria Danilo a brilhar na defensiva, após grande combinação do ataque benfiquista, com Jonas, Lima e Gaitán a fazer uma maldade aos jogadores do Porto, mas quando a bola sobrou para Lima, Danilo estava lá para desfazer o que poderia ser mítico.

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Aos 26', Jorge Sousa resolve tirar novamente o amarelo do bolso, para dizer a Gaitán que o toque que ele sofreu não foi suficiente para tal queda aparatosa do argentino. Nico não gostou, mas calou-se. Quem não se calou foi Jonas 'Pistolas', o goleador-mor dos encarnados, e conversou com a bola que saiu-lhe do pé em tiro canhão só parando na ponta de uma das luvas de Hélton, que regressou em grande forma aos clássicos.

No lado esquerdo, Eliseu sofria, mas Jardel auxiliou bem o açoriano, quando aos 30 minutos cortou o pio a Danilo, que já havia furado o corredor esquerdo. Entretanto, Jackson ia-se isolando, recebendo bolas bem colocadas, mas sempre a falhar. Aos 36' minutos, depois de mais um falhanço escandaloso, finge uma lesão, mas ninguém acreditou. No entanto, o público benfiquista começou a acreditar mais em Jorge Sousa, quando este deu amarelo a Danilo, depois do jogador ter pontapeado Jonas no peito. O intervalo acabou por trazer um abraço entre Lopetegui e Jorge Jesus, mas soou a falso, e o final da partida assim o confirmou.

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Na segunda parte, o Benfica entrou mais forte, e a diferença entre treinadores tornou-se evidente, com Jorge Jesus a conseguir dar ordens que foram cumpridas à risca pelos jogadores encarnados. O mesmo não sucedeu com Lopetegui, que foi perdendo a cabeça ao longo da segunda-parte, depois dos jogadores ignorarem os seus pedidos de lances de bola corrida, preferindo bombardear a área adversária de muito longe, como snipers. O final da partida ocorreu com um remate para o espaço por Hernâni, depois de muitas confusões com Jackson Martinez, que continuou a falhar, parecendo o terceiro central do Benfica.

Um jogo desastroso para o F.C. Porto, com o seu treinador a perder as estribeiras no final, acusando Jorge Jesus de algo que não se percebe bem o quê, mostrando toda a sua ira na entrada para o túnel de acesso aos balneários ao som de "po-rra-da" nas bancadas da Luz. #F.C.Porto