Nos últimos anos tem-se assistido a um número elevado de #Emigração por parte dos portugueses, números apenas comparados com a vaga de emigração ocorrida nos princípios da segunda metade do século XX. Portugal entra no início do século XXI com um número recorde de emigração. Apesar de o mesmo já ter ocorrido no século passado, neste século as coisas têm sido muito diferentes, assim como a classe etária e o nível de formação dos emigrantes. Se até aqui os emigrantes eram na sua maioria pessoas com um nível de formação baixo/médio, actualmente o mesmo não ocorre, sendo principalmente licenciados que optam por emigrar à procura de uma oportunidade que o país que os viu nascer não lhes deu, visto que a crise que afecta o país está a fechar as portas a quem investiu em formação.

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Mas, se para uns emigrar é uma opção, para outros é a única escolha e oportunidade que têm. Enchem-se os aeroportos com lágrimas por causa do que irá ficar para trás: família, amigos, uma história que ficou por resolver. Um passo é dado rumo ao futuro na esperança que, ao chegarem ao aeroporto do país que os irá receber, encontrem a oportunidade de sucesso e bem-estar pessoal e profissional.

Infelizmente, muitos, ao chegarem, deparam-se com situações que não esperavam, e muito idênticas ao que se passa no país que os formou.

Outros são casos de sucesso e vemos muitas vezes em notícias que "x" de nacionalidade portuguesa contribui na investigação para o tratamento da doença "y", noutros casos o nome fica a ser reconhecido devido ao excelente trabalho desenvolvido.

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Orgulhamo-nos dos nossos amigos mas sentimos saudades deles. Eles também as sentem, e muitas vezes lhes vem à cabeça que o seu nome podia ser reconhecido mundialmente sem terem de abandonar o país, deixar as suas casas e o seu "mundo" mas, para isso, seria necessário o país apostar neles, o que infelizmente não aconteceu nem acontece.

Existe ainda os que contra tudo e todos apostam em ficar; uns aguentam a crise e vencem os obstáculos, outros nem tanto e são apenas mais um número a contar para as estatísticas de um país em que o #Desemprego afecta cerca de 13 em cada 100 habitantes! Afinal, devemos fazer as malas e emigrar? Ou deixar-nos estar e apostar tudo num país que já se esqueceu de nós?