Muito se tem falado sobre Eutanásia, uns a favor, outros contra. É um tema bastante complexo e que muito impacto tem causado. Mas afinal o que é a Eutanásia? Será uma escolha, uma solução ou algo que nem deveria existir? Antes de mais convém salientar que existem vários tipos de eutanásia, sendo apenas dois os mais comuns: a eutanásia activa e a eutanásia passiva.

Ambos os tipos têm como objectivo colocar fim à vida. Enquanto a eutanásia activa é um acordo entre médico e paciente, a eutanásia passiva não provoca logo a morte, existindo quando um tratamento é interrompido, assim como os cuidados, levando à morte do paciente.

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Ao longo dos anos este tem sido um assunto de especial relevo em muitos países e que coloca em lados opostos muitos médicos, políticos e familiares de vítimas terminais. Depois de vários anos, eis que em alguns países a Eutanásia já é legal, na sua maioria a eutanásia passiva, enquanto são poucos os países em que ambas são legais. No entanto, noutros apenas a eutanásia activa é legal. No nosso caso, Portugal não legalizou nenhuma das duas, optando por manter-se numa situação jurídica ambígua.

Vamos falar do assunto enquanto meros leigos. Em que posição ficaríamos se tivéssemos que escolher enquanto pacientes? Creio que a maioria optava pelo sim, sendo que terminaria com a dor e sofrimento pelo qual estaria a passar. Esta seria uma situação que geraria uma resposta bastante simples e certamente nem pensaríamos muito na questão.

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Entretanto, vamos agora colocar-nos numa posição de familiar de um doente em fase terminal em que teríamos que ser nós a ter que decidir que opção tomar. Pois é, meus caros leitores, aqui está a complexidade da Eutanásia. Que opção escolheríamos? Prolongar o sofrimento de quem amamos? Deixá-lo a sofrer e sem saber que está vivo apenas para mero capricho nosso de acharmos que iríamos sofrer por lhe termos imposto a morte? E se, caso optássemos pela eutanásia, amanhã surgisse um novo tratamento milagroso que lhe salvasse a vida? A medicina evolui de dia para dia. E não sabemos que surpresa nos trás o dia seguinte.

Agora uma pergunta. O que é que nos custa mais? Perder a pessoa que amamos e nunca mais a poder ver, nem abraçar, mesmo ela nem sabendo que estamos ali? Ou aliviar-lhe o sofrimento e deixá-la partir? Será que não estamos a ser egoístas em apenas querer ter uma pessoa que está a sofrer e que certamente escolheria a morte em vez do sofrimento? Difícil escolha, não é? A Eutanásia não é, nem nunca será, um assunto fácil de falar, nem de decidir que lado tomar. Acredito que ambos temos metade de sim e a outra metade de não. Somos humanos, vivemos de laços e sentimentos. Eutanásia: sim ou não? "Não desistas de mim" ou "deixa-me partir em paz"? #Família