Ninguém estava à espera da equipa de sonho que se apresentou no Dragão para jogar a primeira mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões. E não. Não falo do Bayern de Munique, a equipa mais que campeã da Alemanha e uma das favoritas à obtenção do título de campeã da Europa. Falo, sim, de uma equipa que está em segundo lugar do campeonato português e a três pontos do líder. Falo, sim, de um conjunto que encostou o Bayern às cordas e que fez o melhor guarda-redes do mundo cometer erros. Falo, sim, de uma formação que demonstrou respeito pelo adversário, mas que também mostrou que tem todo o valor e talento para conseguir um bom resultado em Munique e transitar para a meia-final da mais importante competição europeia.

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Convém lembrar que o Bayern se apresentou no Dragão com oito baixas que seriam, muito provavelmente, titulares. Convém não esquecer que o próximo jogo será na Alemanha e que Robben, Ribéry e Schweinsteiger são, possivelmente, regressos valiosos para os alemães. Convém também recordar que o FC Porto não terá, no jogo da segunda mão, o apoio incondicional dos seus adeptos, o qual contaminou o estádio e os jogadores com uma energia positiva nunca antes vista. Mas o que é certo é que o FC Porto fez história. Cumpriu a ducentésima vitória no seu estádio (e que vitória!) e imitou o "feito" conseguido em 1987, quando venceu a Taça dos Campeões Europeus.

Pep Guardiola pareceu pequeno perante a imensidão do estádio; Manuel Neuer tremeu perante a aproximação de Ricardo Quaresma e Jackson Martínez; Thomas Muller nem sequer se viu.

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A segunda parte foi de sonho para a equipa treinada por Julen Lopetegui. E o sonho de chegar a Berlim está cada vez mais perto, visto a vantagem de dois golos poder vir a ser o suficiente para a eliminação do Bayern de Munique. Um jogo fabuloso e uma estratégia brilhante encheram de orgulho não apenas todos os adeptos e simpatizantes portistas, mas todos os amantes de #Futebol que gostam de surpresas e que sabem que os jogos não estão ganhos à partida. O país inteiro está rendido.