Longe vão os tempos de crise na Islândia e os números agora revelados deixam qualquer país europeu a invejar a coragem desta população. O primeiro país a necessitar de ser resgatado quando se deu a crise financeira, é hoje um país a transbordar prosperidade onde o desemprego recuou para apenas 4%. A recuperação económica foi feita com base nos seus valores e cultura e nunca de acordo com imposições externas, o que se revelou bem mais eficaz se olharmos para o caso de Portugal e Grécia. O próprio FMI deu os parabéns à Islândia por ter conseguido efetuar a liquidação antecipada do resgate, ao mesmo tempo que conseguiu reduzir a sua dívida pública.

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Austeridade? O povo islandês não sabe o que é isso, apenas sabem que o seu país saiu de cabeça erguida da crise financeira que o afundou e nos dias de hoje são um exemplo que os mais teimosos tendem em não seguir. O preço das matérias-primas desceu, permitindo que as empresas conseguissem reduzir o preço de custo dos seus produtos finais, a aposta na reconversão da oferta turística do país fez com que entrasse muito mais dinheiro nos cofres do estado e foi assim possível não sobrecarregar as famílias com mais impostos. Perante tudo isto, podemos ver que o caminho seguido foi o oposto do que temos vindo a sofrer em Portugal e os objetivos atingidos nem se podem comparar com os que o nosso governo alguma vez irá alcançar.

O desemprego na Islândia está situado em apenas 4%, depois de ter atingido o recorde de 12% na altura do resgate.

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O crescimento económico do país está previsto que seja na ordem de 3% até 2017. Mas os indicadores positivos não se ficam por aqui, pois é previsto que, pelo segundo ano consecutivo, o país consiga gerir riqueza e termine o ano com um excedente de 0,1% em relação ao seu Produto Interno Bruto (PIB), que irá também subir este ano perto de 3,5%. Enquanto em Portugal só conhecemos a palavra 'défice', o único país que não se subjugou aos interesses económicos de entidades externa termina dois anos consecutivos com excedente orçamental.

Cada vez mais se percebe a nega que foi dada pelo povo islandês à possível entrada do país na União Europeia, pois nunca concordou em reduzir a sua cota de pesca, a sua indústria de topo e que é o sustento de grande parte das famílias islandesas. A Islândia continua a trilhar o seu caminho no rumo certo, mantendo-se totalmente fiel à sua cultura e ideais próprios. Apesar de sabermos que quem manda em Portugal não são as figuras que vemos a mentir na comunicação social, seria engraçado sonharmos que nas próximas eleições o povo escolhesse alguém que pretenda governar o país promovendo o seu desenvolvimento, em vez de o continuar a destruir em benefício próprio, como tem acontecido nos últimos trinta anos. #Política Internacional