Manoel Cândido Pinto de Oliveira, assim se chama o cineasta que, apesar de ter partido, permanecerá para sempre na memória de todo um país. Muito mais que um Homem, ele foi um curioso e experimentador da sétima arte nacional que marcou a história do #Cinema português, com filmes, documentários, curtas e longas-metragens. Dedicou-se a cem por cento à cultura durante mais de um século e assistiu à passagem do tempo e à evolução das técnicas cinematográficas. Desde o filme mudo, passando pelo filme a preto e branco, até à criatividade e originalidade do cinema a cores e a alta definição.

Nasceu ainda antes da Primeira Guerra Mundial e trabalhou até à morte, como sempre quis, e apesar de um Homem feito para o mundo, veio a morrer no Porto, a mesma cidade que o viu nascer.

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Conferiu identidade e emprestou um cunho pessoal a cada obra que realizou e pelo caminho deixou marcos na cultura nacional que se traduziram em sucessos um pouco por todo o mundo, como Aniki-Bobó de 1942, Amor de Perdição de 1979, ou A Divina Comédia de 1991. Muito mais que um Homem, a história de um artista que será imortalizado e que perdurará no tempo através da sua obra.

Para além da realização pessoal e profissional, conseguiu transportar o seu próprio país para o reconhecimento mundial e tornou-se num dos melhores e mais experientes cineastas do mundo. Foi galardoado por inúmeras e diversas vezes, e ainda em vida, o que mostra o respeito, a consideração e a estima que lhe tinham os apreciadores do seu trabalho. Recebeu, entre outros grandes prémios, a Grã-Cruz da Ordem do Infante D.

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Henrique em 2008 e o título de Grande Oficial da Legião de Honra, atribuído em 2014 pelo presidente François Hollande.

Aos 106 anos vangloriava-se por nunca ter tido medo de morrer, pois equiparava a morte a um descanso eterno. A vida, pelo contrário, representava para si todas as injustiças, invejas, todo o mal do mundo. Muito mais que um Homem, um Velho do Restelo que enfrentou todas as dificuldades que o mundo das artes em Portugal tantas vezes dá a conhecer. Muito mais que um Homem, uma figura ímpar e singular como nenhuma outra pode substituir. Muito mais que um Homem, um pintor de sonhos incertos que marcou um século com a sua capacidade inigualável de projectar a essência da vida humana. #Personalidades