Muito se houve falar de bullying nos dias que correm e na importância de pôr termo a este tipo de agressividade entre os jovens, mas pouco ou nada se tem feito a este respeito. Os professores têm medo dos alunos e dos pais, e por vezes os pais temem os próprios filhos. Hoje em dia, os exemplos que se recebem em casa são em grande parte vazios de valores e se os pais não têm #Educação, como hão-de a dar aos filhos? O que esperar de uma juventude que se diverte a maltratar os seus iguais?

Recentemente, nos EUA, houve um pai que, ao tomar conhecimento do comportamento incorrecto do filho contra um colega de escola, lhe incutiu uma lição, que incluiu exercício físico e um pedido de desculpas público, de forma a responsabilizá-lo pelas suas acções.

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O dito pai, Timothy Robernhorst, apelou no Facebook para que a história fosse partilhada, de modo a servir de exemplo a outros casos, uma vez que, nas palavras do mesmo: "Nada mudará enquanto não se tomar uma posição e basta uma pessoa para começar a revolução".

É de facto uma situação complicada, cuja resolução não se prende com um simples castigo, mas sim com a educação, e a educação começa em casa, algo de que muita gente parece ter-se esquecido. Existem várias formas de bullying, quer físico quer psicológico, sendo que o mesmo resulta por vezes do facto de o próprio bully sofrer maus tratos, mas sobretudo da maldade e do preconceito, e existe também entre adultos, como por exemplo, no local de trabalho. Em casos muito graves, pode levar a actos drásticos e irreversíveis, como o suicídio.

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Efectivamente, o bullying tem sido abordado com uma certa leviandade ou mesmo tratado como tabu; uma práctica severamente criticada, mas acerca da qual se age com demasiada passividade. A grande questão é: o que é que está a ser feito para travar este comportamento agressivo-abusivo? De um modo geral, muito pouco, porque não se fala abertamente, seja em casa, seja nas escolas, por exemplo, sobre este tema. Por vezes os sinais estão lá, mas são ignorados, o que já de si é muito negativo para a construção de uma sociedade mais comunicativa e compreensiva. Existe uma grande falta de comunicação na relação família-escola, bem como na própria família enquanto instituição base de interacção social, o que poderá estar na origem das razões que levam os jovens a superiorizarem-se face aos colegas, sobretudo da mesma idade ou mais novos. Em suma, o bullying deve ser enfrentado como o problema social real que é, sendo fundamental a atenção e o discernimento de pais e professores, para que haja de facto uma resposta eficaz a esta forma de agressividade juvenil.