Dizia a avó que Deus tem: "Se não falo, rebento!" Ora, hoje, penso o mesmo: "Se não escrevo, rebento!" Sem ser política, nem ter pretensões a tal, até porque não me considero um "animal" (político) e só, porventura, no sentido do que proclama Aristóteles: "O homem é por natureza um animal político", na procura do bem melhor. E isto porque, também, procuro um bem melhor extensível a todos os portugueses.

Opino assim sobre o estado da Nação que me aflige a situação das famílias em geral, mais do que qualquer interesse partidário que não tenho. O #Desemprego, a emigração, a miséria são reais. Segundo artigo publicado no Público, no dia 7 de abril: "Desde 2013, o conjunto dos desempregados não considerados nas estatísticas - incluindo os 'desempregados ocupados', os 'inativos desencorajados' e parte da emigração - ultrapassou o dos desempregados 'oficiais'.

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(...) um inativo desencorajado é alguém que quer trabalhar e não tem trabalho, é um desempregado. Entre 2011 e 2014, o número de pessoas desencorajadas, indisponíveis ou que gostavam de trabalhar mais horas aumentou substancialmente - de 415 mil para 546 mil". E porque sou 'desempregada ocupada', ou 'inativa desencorajada' (não ponderei), escrevo o que me vai na alma sem querer ferir suscetibilidades. Afinal, só nos resta pedir à porta da igreja, com tantos cortes nos salários já apertados e descrença na competência dos profissionais qualificados que passaram a vida a investir na carreira para serem despedidos depois dos 30 com velhice precoce.

Nem a emigração é garantia de uma vida melhor, pelos relatos de quem deixa o país. A instabilidade faz-se sentir por toda a parte. Em cerca de seis anos, saíram de Portugal mais de 700 mil pessoas, na maioria jovens.

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Apesar de existirem alguns sinais de retoma, Portugal não consegue dar trabalho aos cerca de 900 mil desempregados. Conclusão: 2015 é mais um ano de emigração e quantos se seguirão...

Quando em 1990 entrei para uma redação, os 'velhos' eram em maior número do que os aprendizes, como eu, com 20 e poucos anos. E, se não fossem os 'velhos', não sabia o que sei hoje. Ninguém aprende com quem sabe menos ou igualmente. Perdeu-se o bom senso. Quem me formou, mais do que qualquer liceu ou universidade, foram os 'velhos' profissionais da imprensa escrita, rádio e televisão, que escasseiam e por isso a asneira é generalizada. Quem dera continuar a aprender com eles! Mas, sou já 'velha' para o mundo do trabalho. É que de nada me vale a experiência de vida e profissional, e menos o percurso académico "de meter medo ao susto" quando obriga a um ordenado razoável. As empresas apostam em jovens estagiários, sujeitos a um ordenado mínimo ainda reduzido com impostos. (Quando pagam.)

Alertava o Prof.

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Doutor Sousa Lara, nas aulas de Ciência Política, para o facto de os partidos terem um interesse comum - o poder. Uma vez no poder, fazem todos o que está à vista. Pior é esta constatação nos fazer desacreditar nos governantes (ou pretendentes a tal). Iguais, como os partidos...

Mas, afinal, o que é o Estado? Uma entidade com poder soberano para governar um povo dentro de uma área territorial delimitada, sendo que as funções tradicionais do Estado englobam Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário. Estará, em Portugal, algum destes poderes assegurado? Pergunto. Parece-me que não temos Estado! (E já não é de hoje.)

"O exemplo vem de cima" (alertava também a avó) e, já agora, repetimos. Que remédio! Só nos resta roubar! #Família