O homicídio do presidente norte-americano mais querido de sempre é o ponto de partida para quase quatro horas de documentário com revelações chocantes, mas que muitos já as conhecerão de outras obras do género. Trata-se de uma verdadeira lição de #História, não a história que conhecemos mas uma história desconhecida sobre o poder, o verdadeiro poder que comanda os nossos destinos desde a primeira guerra mundial. Desde a forma como uns quantos magnatas norte-americanos lucraram com o primeiro conflito mundial, até ao tratado de Versailles, que serviu para criar uma dívida impossível de pagar pela Alemanha e como tal possibilitou a entrada do capital norte-americano no país, apoderando-se a preços de saldo das principais indústrias, e da forma como procuraram alguém como Hitler e fomentaram a criação do partido nazi, de forma a combater o avanço do comunismo que basicamente assustou todos aqueles que tinham poder na altura.

A ligação entre pessoas como Prescott Bush, George Herbert Walker e os irmãos Dulles (que Kennedy despediu por causa do escândalo da Baía dos Porcos e que ridiculamente se tornou o responsável pela comissão Warren que serviu para encobrir o assassinato do presidente Kennedy) que recolheram fundos de famílias tão ilustres como os Colgates (sim, os das pastas dentífricas), os Rockeffellers e os Duponts, para financiar o partido nazi e para criar o seu próprio exército, numa tentativa de um golpe de Estado que foi desfeita por um homem apenas. O homem que o deveria encabeçar, Smedley Butler, um dos mais condecorados soldados de sempre do exército norte-americano. Butler expôs o caso a Roosevelt, presidente na altura, mas nada aconteceu, porque Roosevelt temeu que a nação, ainda mal refeita da grande depressão, se fosse abaixo com a prisão (ou fuzilamento) por traição por tão ilustres figuras.

Tal como Henry Ford, condecorado com a mais alta honra dada a um civil pelo partido nazi, pelos seus inestimáveis serviços, ou por outras palavras, pelos tanques que caminhavam pela Europa, todos de origem norte-americana. Talvez seja doloroso ver a forma como os campos de concentração foram criados, perto de locais ricos em minério que os magnatas norte-americanos há muito queriam deitar mãos e que apenas a política de expansão agressiva de Hitler permitiu. Mão-de-obra barata, para um lucro astronómico. Não é nada muito longe do que vivemos actualmente, certo? Negócios e lucros à custa de todos os outros que são vistos apenas como mão-de-obra barata.

Normalmente este tipo de documentários são fantásticos demais porque nos recusamos a acreditar que estamos nas mãos de pessoas sem escrúpulos, mas o que esta nova vaga de documentários nos traz, a nós, ao público, é uma série de informações que estão disponíveis para quem as souber procurar, porque, ao contrário que nos querem fazer crer, a verdade não passa no noticiário das oito.