Com o surgimento dos iPhones e dos Samsung Galaxy, verificou-se um aumento substancial das fraudes virtuais, pois embora sejam telemóveis de baixo custo de produção, o preço de venda é muito elevado e, como tal, não são #Smartphones acessíveis a todos os bolsos. Os burlões, presentes em todo o mundo, aproveitam-se das classes mais desfavorecidas e de revendedores, oferecendo-lhes preços aliciantes para a aquisição de tais aparelhos.

Eis alguns exemplos de esquemas por eles engendrados: normalmente, criam falsas empresas, atuando em sites como o Alibaba, colocam poucas fotografias do produto mas, para compensar, adicionam um preço apetecível e uma descrição, na qual afirmam oferecer portes de envio e taxas de alfândega ou até "Buy 2 and get 1 free".

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Quando são contactados pelos compradores, pedem, de imediato, o nome e a morada de envio e depois de acordado o número de unidades a adquirir pelo comprador, o valor é estabelecido e há quase que uma exigência para fazer o pagamento o mais rapidamente possível. Estes pagamentos são sempre feitos pela Western Union pois esta afirma, expressamente, que não se responsabiliza por nenhuma fraude. No dia seguinte ao pagamento, os compradores são informados de um (propositado) erro de envio, ou seja, são avisados de que foram enviadas mais unidades do que as solicitadas e, para que o comprador receba a encomenda no tempo estabelecido - entre 3 a 5 dias -, tem de pagar as restantes, sendo que são oferecidas algumas unidades pela empresa, tendo em conta que o erro foi cometido por esta. Geralmente, os compradores não têm ou não podem gastar mais dinheiro, o que significa que nunca vão conseguir que a encomenda chegue ao destino porque a política é sempre esta: "Payment before delivery", ou se o têm, voltam a enviar, na esperança de receber a encomenda, e nunca a chegam a receber.

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Outro tipo de esquema é realizado pelo Facebook, no qual uma pessoa individual apenas vende a pessoas do seu país de residência. Este vendedor publica várias fotografias dos aparelhos, negoceia com os compradores através de mensagem privada, pede-lhes que efectuem o pagamento por transferência bancária ou pelos correios e, após a sua realização, a encomenda nunca é enviada ou quando o é, o smartphone não é original, mas uma réplica. De seguida, o vendedor mostra-se incontactável telefonicamente e bloqueia os compradores na rede social.

É imperioso que todas as pessoas estejam cientes de que qualquer uma poderá vir a ser vítima de um burlão. Como referiu uma notícia publicada recentemente, os jovens poderão ser o alvo mais fácil pois o vício de navegar na Internet incita o consumo e a sua inexperiência de vida não lhes permite detectar imediatamente a armadilha.

Assim, sempre que suspeitar que é vítima de um #Crime de burla, dirija-se à Polícia Judiciária e apresente queixa.

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Diga-se que quando se trata de burlões estrangeiros, a resolução do problema é mais difícil pois não depende apenas da ação da polícia portuguesa, mas também da do outro país em questão. Ainda que o criminoso não seja punido por insuficiência de meios para o descobrir, há fortes probabilidades de reaver o dinheiro despendido por isso, nunca desista e colabore com a polícia. Caso queira adquirir um destes smartphones topo de gama, não arrisque em comprá-los pela Internet. Lembre-se sempre: os burlões não cedem, não perdoam e não facilitam. São morcegos que se alimentam do nosso sangue.