Hoje em dia, se há coisa que estamos habituados a ver nos meios de comunicação social são casos insólitos de multas por razões completamente estranhas, que a própria razão desconhece. Casos de tractores que não pagam as portagens no autoestrada ou carros que são multados no Continente quando nunca saíram da Madeira ou dos Açores, são casos que nos entram pela casa dentro através dos telejornais quase todas as semanas. Mas este caso que apresento hoje chegou até mim por conhecer a "vítima" desta insólita situação.

Ontem, dia 4 de Maio, uma jovem - que vou manter no anonimato - publicou numa rede social a fotografia de uma carta que recebeu na qual é notificada de que cometeu uma "contraordenação leve", punível entre os 120€ e os 600€.

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Tudo bem até aqui, não fosse a tal contraordenação leve ser aplicada com base no facto de esta ter sido "apanhada" a conduzir uma mota - ou como diz na carta "um veículo motociclo de passageiros" - sem cinto de segurança colocado, como pode ser visto na imagem anexada à notícia.

Confrontados via telefone com a situação, a ANSR - Associação Nacional de Segurança Rodoviária - esclarece, em tom de defesa, "que se tratou de um 'enganosito'" e que o melhor "seria mesmo impugnar para que o caso fosse arquivado". Trata-se, então, de um "enganosito" que poderia significar cerca de 180€ a menos nas poupanças desta jovem.

Agora pergunto eu: com todos estes pequenos "enganositos" onde pára a responsabilidade ou, até mesmo, a atenção por parte do agente de autoridade que registou esta tão grave ocorrência.

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Esta situação faz com que os restantes condutores portugueses optem cada vez mais pelo uso de um capacete quando se deslocam num automóvel... Será que mais uma vez, à semelhança de milhentos outros casos em Portugal, a culpa foi do sistema? Algum vírus num computador da ANSR que faz com que sejam enviadas multas por condução de motas sem cinto de segurança de centenas de euros?

Que as finanças em Portugal se encontram num estado lamentável toda a gente sabe, mas coimas deste género, completamente estapafúrdias, não são, sequer, dignas de serem levadas a sério. Caso fosse uma pessoa já com uma certa idade, ou com medo que o caso avançasse e tomasse maiores proporções, teria pago uma coima com um valor relativamente elevado para alguém que receba o ordenado mínimo, o que levaria mais uns euros aos cofres do Estado. E como se costuma dizer: "Grão a grão, enche a galinha o papo.". #Curiosidades #Polícia