Após o escândalo da falência do Grupo Espírito Santo e a consequente divisão em "Banco Bom" e Banco Mau", foi decidido dar início à abertura de uma comissão parlamentar para apurar o que motivou tal desfecho. Dia 17 de Novembro de 2014 foi a data escolhida para que os trabalhos se iniciassem e apenas no dia 30 de Abril de 2015 é que foi aprovado o relatório final sobre as audições. Conclusões? Deturpação de contas e reportes para o Banco de Portugal (BdP), clientes lesados por ocultação de informação sobre os produtos subscritos, várias empresas onde se inclui a Portugal Telecom através dos seus gestores, que funcionavam como parceiros para vigarizar terceiros.

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No entanto, e após assistirmos a um circo completo com o desfile de vários comediantes, é aprovado um relatório e ficamos todos contentes porque foi dos mais completos e bem elaborados a que Portugal já assistiu. Mas afinal foi para isto que se andaram a perder seis meses no parlamento? O reality show não foi mau, depois de assistirmos à perda de memória de alguns participantes que foram condecorados vezes sem conta por serem exemplos de gestão, familiares a sacudirem as culpas para cima uns dos outros, supervisores de entidades superiores sem qualquer conhecimento de causa e cuja sua competência e integridade ficam muito a desejar.

Ficamos com a ligeira impressão de que os interrogatórios poderiam ter sido mediados pela Teresa Guilherme e apresentados num qualquer canal de televisão em horário nobre.

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A utilidade de isto tudo foi zero, pois a conclusão já era de conhecimento geral e em nada ajudou os lesados, nem os contribuintes que viram novamente o estado português a tomar conta de um banco falido, para além de nunca terem sido divulgados os valores reais em que a Caixa Geral de Depósitos (instituição financeira estatal) ficou lesada.

Para que serviu tudo isto? Para relembrar às entidades supervisoras que têm de fazer o trabalho que lhes compete e para o qual os seus representantes são extremamente bem remunerados? Para as empresas de consultoria financeira perceberem que não há solução eterna que oculte maus investimentos? Ou para o povo português perceber que estamos perante um grupo de "meninos de coro" que se junta numa sala para filosofar e no final ficam todos amigos como sempre?

Foi também finalizado o relatório da auditoria forense feita ao Banco Espírito Santo (BES) por um consultora externa. O BdP após receber o referido relatório, encaminhou o mesmo para a comissão parlamentar e para o Ministério Público analisar a conclusão surpreendente de que existiu mesmo gestão danosa por parte dos Gestores e Administradores do BES.

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O que irá acontecer no futuro? Vai algum destes milionários gestores ser apresentado a tribunal e posteriormente condenado pelo vasto conjunto de infrações cometidas?

É incrível como se perde tempo em Portugal com politiquices e burocracias que de nada servem e em nada dignificam quem nos deveria governar. Em vez de se dar primazia a uma #Justiça eficaz, a funcionar de forma autónoma e independente da cor política que se encontre no #Governo, o povo português continua a assistir de poltrona aos roubos constantes da máfia de colarinho branco. #Negócios