As imagens que divulgam a agressão de um polícia a um pai, em frente de dois filhos menores, já correm o país de norte a sul, sendo também já conhecidas internacionalmente. O #Polícia que cometeu tamanho acto bárbaro é subcomissário da PSP, e a brutalidade do acontecimento está a chocar o país.

Duas crianças assistiram a um acto selvagem, uma delas, com cerca de 8 anos, poderá inclusive ficar com traumas psicológicos para o resto da vida. No entanto, nas imagens divulgadas, aparece um outro polícia, de seu nome Ernesto Pino, pertencente ao Corpo de Intervenção da PSP, que não impediu o seu superior de maltratar o adepto, mas teve um acto digno do que muitos hoje consideram um verdadeiro polícia: tirar a criança do acontecimento dramático e salvar-lhe a alma com um abraço.

Várias figuras públicas, como Daniel Oliveira, escritor e apresentador, mostraram a sua indignação perante um acto tão animalesco e irracional, de um senhor fardado que desonra não só a farda como o país. No entanto, como Daniel Oliveira afirma, no meio de monstros eis que surge um anjo que embala o menino num abraço apertado, capaz de salvar a alma mais desfeita. Esta criança aprende da pior maneira que não existem polícias maus e polícias bons, mas sim humanos sem carácter e sem "um pingo de bom senso", e humanos bons, que em forma de abraço tiram o pecado de homens mal formados.

Existem barreiras invisíveis entre o que é o certo e o errado. No entanto, Ernesto Pino, pai nas horas vagas, amigo e familiar nos tempos livres, quebrou essa barreira. E num acontecimento tão trágico temos as duas faces de uma moeda única: a Polícia de Segurança Pública. Como pano de fundo estará sempre um homem fardado com um bastão na mão a bater num pai, duas crianças em desespero, um senhor idoso a tentar acalmar os ânimos e que leva dois socos a sangue frio desse homem fardado, num momento irracional e onde o abuso de poder é visível aos olhos de quem quer ver. Em grande plano está um Homem que honra a farda, a proteger uma criança em desespero, a salvar o que resta de uma sociedade em crise de valores. #Violência