A nossa cultura, ou falta dela, assenta em diferentes origens! Por um lado temos a influência cristã que ao longo dos séculos tem sido castradora do livre pensamento, por outro lado temos a influência do berço da cultura ocidental, a Grécia. Assistimos pacificamente ao alienar das diferentes formas de cultura porque não está na moda, porque não tem seguidores, porque os amigos são globais e porque não estamos habituados a pensar. Não se incentiva o pensamento nem os livres pensadores, incentiva-se o seguimento cego sem questionar a razão porque se segue! Todas as formas de cultura estão em risco porque a cultura actual é não ter cultura...

Quando a #História da Humanidade nos apresenta o que de melhor e pior o ser humano é capaz, seria de toda a conveniência começar a repensar a cultura.

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Quanto mais ignorantes formos mais fácil será sofrermos toda a espécie de escravatura, social, económica e política. Ter a capacidade de pensar, de raciocinar, não pode ser privilégio de alguns mas uma capacidade de todos. Fácil é colocar um gosto numa qualquer rede social, difícil é manter um diálogo coerente e concreto, discutir ideias e ter ideais, ou somente a falta deles. Sofremos de uma doença cada vez mais comum, o comodismo intelectual, ficamos admirados com o aparecimento do radicalismo islâmico, chocados com a violência praticada e pela barbárie usada nos seus actos cada vez mais violentos e cruéis, somos incapazes de pensar nas razões que estão na origem de todo e qualquer fanatismo, seja ele religioso ou não a origem é sempre a mesma.

O mundo mudou mesmo, o 11 de Setembro foi o dia que marcou o caminho da sociedade actual e o percurso por nós percorrido é a conclusão das nossas escolhas.

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Escolhemos viver virados para dentro de nós próprios e esquecer o respeito pelas diferenças, sejam elas religiosas ou culturais, preferimos a uniformidade da mediocridade. Pensar é questionar, é ousar não concordar, é ter a capacidade de sonhar e realizar, porque nas diferenças está a riqueza da Humanidade.