Há vários anos que Luís Filipe Vieira vem indicando a necessidade de apostar nos jogadores que o departamento de formação do #Benfica trabalha no Seixal. Ao longo dos seis anos de Jorge Jesus como treinador, raros foram os exemplos de transição e esse até poderá ter sido o principal motivo da sua saída. Rui Vitória já foi treinador da equipa de juniores do Benfica e tem fama de apostar em jovens valores, pelo que é grande a esperança de uma maior presença dos diamantes da formação no plantel principal. A reacção negativa dos adeptos à saída de Jorge Jesus e a necessidade de levantar a moral dos adeptos levaram ao anúncio das contratações de Taarabt e Carcela e a rumores de uma "bomba" para reforço da equipa. No entanto, o projecto fundamental do presidente é a aposta na valorização dos jovens formados no clube. Os exemplos de André Gomes, João Cancelo (ambos no Valência) e Bernardo Silva (Mónaco), transferidos por elevadas quantias sem terem logrado um lugar de destaque na equipa principal, reforçam a ideia que o filão é para aproveitar.

Rui Vitória terá no Benfica um larguíssimo leque de opções e, ao contrário do que se passou nos clubes anteriores, poderá enquadrar os jovens na equipa de forma gradual e com tempo. A equipa titular será forte e o espaço de afirmação reduzido, mas o treinador já recebeu orientações no sentido de olhar com muita atenção os "produtos" do Seixal. E não faltam nomes que empolgam os benfiquistas na equipa B, nos juniores e a rodar noutros clubes.

Os cinco jogadores jovens que integrarão o plantel ainda não estão definidos e Rui vitória não terá tarefa fácil na escolha dada a quantidade e qualidade que tem à sua disposição. Gonçalo Guedes (extremo direito), João Teixeira (médio) e Lindelof (central / médio defensivo) surgem muito bem colocados, uma vez que já integraram os trabalhos da equipa principal e chegaram mesmo a jogar às ordens de Jesus. Nélson Semedo (lateral direito), Vitali Lystsov (central), Pawel Dawidowicz (médio defensivo), Renato Sanches (médio), Nuno Santos (extremo esquerdo), Hildeberto Pereira (avançado), Victor Andrade (avançado) e outros colocam-se para terem a sua oportunidade.

Entre os jogadores emprestados também existem casos de verdadeiras paixões dos adeptos. O potencial de qualidade de jogadores como Nélson Oliveira (Swansea), Ivan Cavaleiro, Hélder Costa e Luís Fariña (todos no Deportivo de Corunha), Rúben Pinto e Fábio Cardoso (Paços de Ferreira), Rochinha (Bolton), Raphael Guzzo (Chaves), Rui Fonte (Belenenses), Lolo Plá (Lugo) e Friesenbichler (Légia Varsóvia) merecerão atenção do treinador e alguns poderão regressar. Nélson Oliveira e Ivan Cavaleiro, tal como Djuricic (Mainz) e Bebé (Córdoba), poderão ser vendidos em definitivo caso os valores satisfaçam as exigências encarnadas, como aconteceu com Funes Mori, transferido para o Monterrey (México) por 3,5 milhões de euros.

Desde há muito, a política de contratações do Benfica se virou para a aposta em jovens de elevado potencial detectados pelos olheiros por esse mundo fora. César, Loris Benito, Bryan Cristante, Hany Mukhtar, Anderson Talisca e Jonathan Rodriguez são exemplos de jogadores pouco conhecidos, contratados numa perspectiva de valorização. Talisca até poderá sair já a troco de muitos milhões e Cristante e Benito têm pretendentes. Com Ederson, Diego Lopes, Hassan, Vera e Murillo a lógica mantém-se e, se Rui Vitória cumprir os desejos do presidente, reforçar-se-á com os diamantes do Seixal, prontos a lapidar. #Futebol