Jorge Jesus termina o contrato com o #Benfica no dia 30 de Junho, mas já terá acordo com o #Sporting para as próximas três épocas. A informação acerca desta mudança tem ocupado grande parte do espaço noticioso e provocou um autêntico tsunami de reacções. Sporting e treinador ainda nada confirmaram, mas o presidente do Benfica já reagiu, acusando Jorge Jesus de ingratidão.

Quando chegou ao Benfica, em 2009, Jorge Jesus foi uma aposta de Luís Filipe Vieira, que pretendia um treinador português, com experiência, que pudesse reconduzir os encarnados ao sucesso. Foi olhado com desconfiança pelos adeptos dado que o seu currículo contava apenas com a conquista da Taça Intertoto (espécie de competição europeia para que houvesse jogos para os "totobolas", em férias) ao serviço do Sporting de Braga.

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A primeira época permitiu-lhe ganhar a confiança dos benfiquistas ao conquistar o Campeonato e a Taça da Liga, pondo a equipa a jogar a um nível que há muito não se via, com golos e espectáculo. Perante o entusiasmo dos benfiquistas, foi recompensado com novo contrato, alargando o prazo para quatro anos e melhorando a folha salarial.

As três épocas seguintes foram de desilusão, com apenas duas Taças da Liga e um final de época dramático, em 2012-13, com o Benfica a perder, nas últimas três semanas, as quatro provas a que podia aceder. O famoso golo de Kelvin aos 92 minutos e a derrota face ao Chelsea, no último minuto da final da Liga Europa, lançaram o desespero nos encarnados e o treinador, em fim de contrato, foi fortemente criticado. Luís Filipe Vieira demonstrou forte confiança em Jorge Jesus e renovou-lhe o contrato por mais dois anos, evitando uma especulada mudança para o Dragão.

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A decisão comprovou-se acertada e o Benfica conquistou, nas últimas duas épocas, seis títulos, retomando o primeiro lugar entre os clubes portugueses. Nos últimos meses, a renovação de Jorge Jesus foi uma preocupação constante da nação benfiquista, mas, dada a relação com o presidente, sempre houve confiança na renovação ou numa saída para o estrangeiro por valores incomportáveis para o Benfica.

Na passada quarta-feira rebentou a bomba: Jorge Jesus será treinador do Sporting nas próximas três épocas a troco de um valor que poderá atingir os 6 milhões de euros por ano. As reacções sucederam-se a ritmo alucinante e algumas palavras ganharam destaque: ingratidão, desilusão, traição, desrespeito, entre outras menos próprias.

Luís Filipe Vieira é o principal afectado pelos sentimentos de ingratidão e desilusão, na medida em que foi o principal defensor da manutenção do treinador, mesmo contra a maioria dos benfiquistas, e sempre lhe ofereceu as melhores condições para o sucesso.

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O sentimento do presidente do Benfica está bem vincado quando refere que procurará um treinador com carácter.

Os benfiquistas sentem-se traídos e desrespeitados por ter optado por sair para o eterno rival. Poucos serão os que põem em causa o contributo que deu ao Benfica e o seu profissionalismo, no entanto, fazem o paralelo com o soldado que hoje luta a favor e amanhã contra, a que os dicionários chamam mercenário. Aguardam com expectativa o desenrolar da relação com Bruno de Carvalho, que promete ser explosiva.

Palavras finais para Bruno de Carvalho, que não demorará a auto-elogiar o "roubo" do treinador ao Benfica, no sentido de explicar como é possível, em duas ou três semanas, passar do desconhecimento sobre o orçamento para a oferta de contrato de 18 milhões de euros a Jorge Jesus. Dados os tempos que correm justifica-se a acção da CMVM. #Futebol