Nunca pensaram que a capital de Portugal deveria ser na cidade de Portugal? Tinha toda a lógica. Foi lá que nasceu Portugal. D. Afonso Henriques em 1143 fundou a nação mais antiga da Europa. Não sei por que carga de água Lisboa é a Capital de Portugal. Que desculpem os lisboetas, é que eu até nem sou de Guimarães. Lisboa capital de Portugal leva a crer que Portugal só começou a ser nação na era quinhentista, mas foi a partir de Guimarães que se começou a construir a nação que somos hoje.

Os reinados começaram entre o rio Minho e o rio Douro, isso todos sabemos, aprende-se na escola. Mas será o poder económico, de que tanto se fala hoje, que mostra o que é uma nação, ou é a cultura de um povo e a sua raiz? Fortes guerreiros que fomos no passado, desbravámos terras, conquistámos terra após terra aos mouros e a bandeira portuguesa de hoje assim o mostra nos seus sete castelos conquistados.

Publicidade
Publicidade

Todo este discurso, nada tem a ver com a beleza das regiões de Portugal, porque todo o Portugal é de encantar qualquer turista que o visite. Digo que Portugal ficaria mais equilibrado, historicamente, culturalmente, nos seus bravos costumes, e na sua identidade como um povo com #História secular, se descentralizasse todo o seu aparelho de Estado. Ora vejam: fala-se da desertificação do interior, das zonas desfavorecidas, mas os políticos não têm interesse em mudar os ministérios para outras regiões do país. Não é formar novas regiões administrativas, simplesmente descentralizar a máquina do Estado, ministérios nas regiões competentes da economia portuguesa.

Desta forma, certamente a desertificação acabaria, e teríamos um país mais homogéneo sem assimetrias. A capital não tem que ser forçosamente a cidade mais populosa, e o poder administrativo também não tem que ser forçosamente na capital financeira.

Publicidade

Vejam o caso da Holanda, com uma capital administrativa na cidade de Haia e a capital política em Amesterdão.

Esta é a única solução, no meu ponto de vista, para acabar com as desigualdades das regiões do nosso país, e não vale de nada andar a assediar os cidadãos e médicos com miseráveis apoios, porque nunca vão conseguir desse modo. Um dia, quando as zonas litorais estiverem asfixiadas de tanta população, e de degradação das condições de vida, virá um iluminado governante plagiar o meu discurso, nem que seja daqui a duzentos anos. Era bom que pensassem nisto…