Organizações da sociedade civil em Angola têm mostrado muita preocupação com o modo usado pelo Governo daquele país para reprimir ações pacíficas que contribuem para uma boa governação. O nível de preocupação voltou a subir quando o Governo daquele país prendeu, no passado dia 20 de junho, 17 ativistas que falavam de um livro que trata sobre 198 ferramentas para destruir uma ditadura. Foram acusados por tentativa de golpe de Estado contra o presidente.

O consultor social e diretor da Organização Humanitária Internacional, João Micelo da Silva, afirmou que as detenções em Luanda são injustas num contexto em que Angola terá ratificado vários tratados internacionais, entre eles tratados sobre a proteção dos ativistas cívicos, e muitos outros que também constam na Constituição de Angola.

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Estes atos vêm por um lado enfraquecer o processo da democratização que ocorre em Angola; e, por outro lado, vão fazer com que se perca este sentimento do exercício da liberdade de expressão e da consciência. Estamos em momento oportuno para em conjunto refletirmos e podermos lançar bases sólidas por forma a influenciar os processos junto da governação angolana e não para prendermos aqueles que lutam por uma boa governação.

Não acreditamos que haja competências por parte destes jovens para poderem desencadear uma ação de golpe de Estado. Mas parece ter havido informações contrárias para sustentar uma ação que finalizou com a detenção dos mesmos. Isto também é uma forma de impedir os direitos da liberdade de expressão e, sobretudo, de colocar em risco a construção de um estado democrático e de direito.

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Entre os detidos encontra-se o professor universitário e jornalista Domingos João da Cruz, que é o autor do livro que fala sobre as "198 técnicas para derrubar uma ditadura".

Para além dos detidos, as forças de segurança continuam a perseguir os outros jovens do mesmo movimento, que ameaçam fazer um grande protesto contra a prisão dos seus compatriotas que, na sua opinião, foi feita com muita injustiça. #Política Internacional